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quarta-feira, setembro 16, 2026

Após 24 anos desaparecida, mulher é localizada e detida por mandado judicial de 2001

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Mais de duas décadas depois de desaparecer sem deixar rastros, Michele Hundley Smith voltou a ser notícia — desta vez não apenas por ter sido localizada com vida, mas também por ter sido presa em razão de um mandado judicial expedido ainda em 2001.

Smith havia sumido naquele mesmo ano, após sair de casa para fazer compras de Natal. Na época, respondia a uma acusação de dirigir sob efeito de álcool e deveria comparecer a uma audiência em dezembro. Como não esteve presente, a Justiça emitiu um mandado de prisão que permaneceu ativo por 24 anos.

Aos 62 anos, ela foi detida na última quarta-feira, 25, por agentes do condado de Robeson, na Carolina do Norte, a pedido das autoridades do condado de Rockingham. No dia seguinte, foi levada ao juiz Macan Singh e liberada após o pagamento de fiança fixada em US$ 2 mil. Uma nova audiência foi marcada para 26 de março.

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O paradeiro de Smith veio à tona na semana passada, quando investigadores a localizaram vivendo em um trailer na cidade de Saint Pauls, a cerca de três horas do local onde havia sido vista pela última vez, em 2001. Segundo a promotora distrital Katy Gregg, não há previsão de denúncia relacionada ao desaparecimento em si.

Em entrevista ao Daily Mail, Smith relatou que já restabeleceu contato com a filha Amanda, que ao longo dos anos manteve campanhas nas redes sociais em busca de informações sobre a mãe. Ela afirmou que, ao decidir se afastar da família, enfrentava dificuldades emocionais e acreditava que partir seria a única saída.

“Se eu soubesse que estavam me procurando dessa forma, teria entrado em contato”, declarou.

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Durante o período em que esteve fora, Smith disse ter viajado por diferentes regiões dos Estados Unidos e vivido por um tempo em um caminhão ao lado de um homem chamado Randy Johnson, que a teria apoiado em um momento delicado. Segundo ela, os dois retornaram à Carolina do Norte há cerca de 12 anos. Johnson morreu em 2025.

O caso, que por anos mobilizou familiares e campanhas online, agora segue seu trâmite judicial restrito ao processo pendente desde o início dos anos 2000.

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