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quarta-feira, setembro 16, 2026

Tiranossauro não “batia o pé” no chão estudo indica que ele andava como aves modernas

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A imagem clássica do Tyrannosaurus rex como um gigante que fazia o chão tremer a cada passo pode estar equivocada. Um estudo recente sugere que o predador mais famoso do período Cretáceo se locomovia na ponta dos pés — de maneira semelhante ao que fazem aves como galinhas e avestruzes.

A pesquisa, publicada na revista Royal Society Open Science e conduzida por cientistas do College of the Atlantic, analisou a biomecânica da marcha do dinossauro sob uma perspectiva pouco explorada: o contato do pé com o solo.

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Como os cientistas chegaram à conclusão

Os pesquisadores examinaram pés fossilizados de quatro espécimes bem preservados de T. rex. A partir das medidas dos ossos das pernas e dos pés, aplicaram equações biomecânicas para estimar velocidade e eficiência do movimento.

Em seguida, simularam três cenários de apoio ao solo:

  • aterrissagem com a parte traseira do pé

  • apoio central

  • contato predominante na ponta dos dedos

Os resultados foram comparados com dados de humanos e aves modernas, como avestruzes.

As simulações indicaram que o apoio nos dedos proporcionava maior eficiência e permitia mais passos por unidade de tempo. Isso poderia elevar a velocidade máxima estimada do animal em cerca de 20% em relação a uma postura com o pé totalmente apoiado.

A estimativa aponta que o T. rex poderia atingir algo entre 17,7 km/h e 40,2 km/h, dependendo do peso do indivíduo analisado.

Pegadas reforçam hipótese

Além das simulações digitais, os pesquisadores avaliaram pegadas fossilizadas atribuídas a grandes terópodes. As marcas mais profundas aparecem justamente na região dos dedos, o que sugere que essa era a principal área de contato com o solo.

O estudo também indica que a postura levemente agachada, combinada com o apoio na ponta dos pés, ajudava o dinossauro a manter equilíbrio apesar do grande peso corporal. Esse padrão de marcha funcionaria como amortecedor natural, facilitando a movimentação em terrenos irregulares.

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Mais próximo das aves do que do cinema

A descoberta reforça a relação evolutiva entre dinossauros terópodes e aves modernas. Em vez de um predador que “pisava pesado”, o Tiranossauro pode ter sido mais ágil e biomecanicamente sofisticado do que a cultura popular costuma retratar.

O gigante do passado, ao que tudo indica, caminhava com passos muito mais estratégicos — e silenciosos — do que imaginávamos.

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