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quarta-feira, setembro 16, 2026

Elon Musk mira a Lua e propõe cidade autossustentável em menos de 10 anos

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O empresário Elon Musk afirmou que sua prioridade espacial imediata deixou de ser Marte e passou a ser a construção de uma cidade autossustentável na Lua. A meta, segundo ele, seria viabilizar a estrutura em menos de uma década.

A declaração foi publicada em sua rede social, onde Musk argumentou que o projeto lunar é logisticamente mais acessível do que a colonização marciana — objetivo que, em suas estimativas anteriores, poderia levar mais de 20 anos para se concretizar.

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Vantagem logística

De acordo com o CEO da SpaceX, a principal diferença está no tempo e na frequência das viagens. Uma missão à Lua pode durar cerca de dois dias, com janelas de lançamento mais frequentes. Já expedições a Marte dependem de alinhamentos planetários que ocorrem aproximadamente a cada 26 meses, além de trajetos que podem durar cerca de seis meses.

Essa proximidade permitiria testes e ajustes mais rápidos — o que Musk descreve como capacidade de “iterar” com maior eficiência rumo a uma comunidade espacial sustentável.

Como seria a cidade lunar

Embora detalhes técnicos ainda não tenham sido divulgados, a proposta envolve o uso da nave Starship como módulo habitacional ou infraestrutura básica. A ideia inclui:

  • Instalação de sistemas de energia solar, especialmente em regiões polares da Lua;

  • Extração de gelo de água para suporte de vida e produção de combustível;

  • Desenvolvimento de estruturas que permitam autonomia parcial em relação à Terra.

Musk sugere que a cidade lunar serviria como etapa intermediária para projetos mais ambiciosos, funcionando como campo de testes para tecnologias de sobrevivência fora do planeta.

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Marte continua no horizonte

Apesar da mudança de foco, o plano de colonizar Marte não foi abandonado. Segundo a empresa, a Lua pode representar um laboratório estratégico para aprimorar sistemas de habitação, produção de recursos e transporte espacial antes de uma missão permanente ao planeta vermelho.

Especialistas apontam, contudo, que desafios técnicos e financeiros permanecem significativos, incluindo proteção contra radiação, manutenção de sistemas fechados de suporte de vida e sustentabilidade econômica do projeto.

Se concretizado, o plano representaria um novo capítulo na corrida espacial privada — agora com a Lua como destino prioritário.

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