Um documentário que será exibido na noite desta quarta-feira (4) pela televisão britânica promete reacender debates em torno da figura de Michael Jackson. A produção apresenta gravações inéditas atribuídas ao cantor, nas quais ele expressa forte dependência emocional do convívio com crianças.
Intitulada Michael Jackson: The Trial, a série documental da emissora Channel 4 revisita o processo judicial que colocou o artista no centro de acusações de abuso infantil em 2005. Entre os materiais reunidos estão áudios, imagens exclusivas e registros ligados à investigação conduzida à época pela polícia de Los Angeles.
Em uma das gravações obtidas pelos produtores, Jackson fala de forma extrema sobre a possibilidade de ser impedido de ter contato com crianças, afirmando que não ver mais esse público tiraria seu propósito de vida. No áudio, ele diz: “Se você me dissesse agora, ‘Michael, você nunca mais poderia ver uma criança’…”, interrompendo a frase com uma declaração que demonstra profundo abalo emocional.
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Durante sua defesa no julgamento, o cantor — que morreu em 2009 — sustentou que crianças se sentiam naturalmente atraídas por ele e por sua personalidade. Em depoimentos públicos, chegou a afirmar que esse vínculo gerava interpretações equivocadas e o colocava “em encrencas”.
Segundo a sinopse divulgada pela Channel 4, a série “apresenta novas revelações surpreendentes sobre o julgamento de Michael Jackson em 2005, incluindo gravações inéditas do próprio artista, de pessoas próximas e de autoridades envolvidas no caso”, conforme repercutido pelo portal Monet.
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O processo judicial teve origem em denúncias feitas por Gavin Arvizo, que acusou o cantor de abuso sexual quando ainda era menor de idade. As acusações incluíam a exibição de material impróprio e o fornecimento de bebidas alcoólicas. Ao todo, Jackson respondeu por múltiplas imputações criminais, incluindo abuso infantil, fornecimento de álcool a menores e conspiração para restringir a liberdade de uma criança e sua família em sua propriedade, o rancho Neverland, na Califórnia.
Após um julgamento que durou cerca de quatro meses, o júri absolveu Michael Jackson de todas as acusações.
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