O ator Zac Efron foi mencionado durante o julgamento de um processo de tráfico sexual que envolve os irmãos Alon, Oren e Tal Alexander, empresários do mercado imobiliário de luxo nos Estados Unidos. A citação ocorreu em depoimento prestado nesta terça-feira (27/1) por uma das acusadoras, que utiliza o pseudônimo Katie Moore.
Segundo o relato apresentado ao júri, os fatos teriam ocorrido em 2012, quando a mulher recebeu um convite para uma festa que aconteceria em um apartamento associado ao ator, em Nova York. A informação foi divulgada pelo portal TMZ.
De acordo com o depoimento, o encontro inicialmente foi apresentado como um evento social. Ao longo da noite, porém, a situação teria evoluído para um episódio de violência sexual. Katie afirmou que Alon Alexander teria cometido os abusos e, posteriormente, zombado dela. O ator não é apontado como participante do crime.
A mulher relatou ainda que consumiu bebidas alcoólicas e substâncias durante a noite, antes de perder a memória dos acontecimentos. Ela afirmou que só retomou a consciência ao acordar em outro apartamento, onde teria ocorrido a agressão. Em um dos trechos mais citados do depoimento, Katie afirmou ter dito: “Eu não quero fazer sexo com você”, ao que Alon teria respondido: “Você já fez”, antes de continuar com a agressão.
Efron não é acusado
Apesar da menção ao nome de Zac Efron, a acusadora deixou claro em juízo que não o responsabiliza por qualquer crime. Segundo ela, houve pouca ou nenhuma interação direta com o ator naquela ocasião. O nome do artista surge apenas como referência ao local onde parte da noite teria começado.
Conhecido mundialmente por trabalhos como High School Musical, Efron não figura entre os réus do processo nem é alvo de investigação criminal relacionada ao caso.
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Acusações contra os irmãos Alexander
Katie é uma entre dezenas de mulheres que acusam Alon, Oren e Tal Alexander de estupro, agressão sexual e tráfico de pessoas. De acordo com o Ministério Público, os irmãos teriam utilizado influência, recursos financeiros e status social para atrair vítimas e submetê-las a abusos.
Ao menos oito mulheres devem depor ao longo do julgamento, incluindo uma acusadora que teria 16 anos à época dos fatos narrados. Em caso de condenação, as penas podem variar de 15 anos de prisão à prisão perpétua.
A defesa dos irmãos nega todas as acusações. Representantes legais de Oren Alexander afirmaram que os relatos estariam sendo distorcidos e sustentaram que “isso não é tráfico de pessoas. Isso é namoro”.
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