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quarta-feira, setembro 16, 2026

Trump cobra que big techs bancem energia da IA para evitar conta de luz mais cara nos EUA

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A expansão acelerada dos data centers de inteligência artificial virou um problema político nos Estados Unidos: como garantir a liderança tecnológica sem empurrar para o consumidor o custo da energia necessária para alimentar essa infraestrutura. Nesta terça-feira (13), o presidente Donald Trump afirmou que a Microsoft fará mudanças operacionais imediatas para impedir que a conta de luz de moradores suba por causa da instalação e da expansão de centros de processamento de IA.

O recado da Casa Branca é direto. Em publicações nas redes, Trump defendeu que data centers são estratégicos para o avanço da IA, mas que as “grandes empresas de tecnologia” precisam “pagar o próprio caminho”, sem repassar o impacto ao bolso das famílias.

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Microsoft promete “pagar o próprio caminho”

Pressionada por críticas de comunidades e por discussões sobre pressão na rede elétrica e consumo de água, a Microsoft apresentou um pacote de compromissos para reduzir o atrito com cidades que recebem data centers. Entre os pontos, a empresa diz que vai assumir custos de eletricidade e trabalhar com concessionárias para reforçar infraestrutura, como rede e subestações, quando necessário — justamente para evitar que o aumento de demanda se converta em altas para o público em geral.

A sinalização ocorre num momento em que cresce a resistência local a novos empreendimentos do setor. Reportagens nos EUA apontam que projetos têm enfrentado oposição por efeitos percebidos no uso de água, na ocupação de áreas e, sobretudo, no temor de tarifas mais altas e de sobrecarga na rede.

Por que a discussão ganhou força

Data centers se tornaram “peças de infraestrutura” da corrida pela IA — e isso significa consumo energético em escala industrial. Estimativas citadas por análises do setor indicam que a demanda de energia vinda de data centers conectados à rede pode crescer de forma acelerada, elevando a pressão sobre sistemas locais e abrindo disputa sobre quem paga a conta de expansão.

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Meta mira energia nuclear para sustentar supercluster de IA

Enquanto a Microsoft tenta reduzir o impacto direto sobre tarifas e ampliar a aceitação pública, outras gigantes buscam autonomia energética. A Meta anunciou acordos envolvendo Vistra, TerraPower e Oklo para apoiar até 6,6 GW de capacidade nuclear até 2035, vinculados ao esforço de garantir fornecimento estável para seus projetos de IA — incluindo o supercluster “Prometheus”, previsto para 2026.

No pano de fundo, a mensagem do governo é que a revolução da IA não pode virar um novo fator de custo para serviços básicos. A partir do compromisso público da Microsoft, a expectativa em Washington é que outras empresas sigam pelo mesmo caminho — assumindo formalmente investimentos e riscos do consumo energético que seus data centers exigem. 

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