A Nvidia, gigante dos chips e da infraestrutura de inteligência artificial, decidiu mirar um novo território: a forma como o público descobre músicas. A empresa anunciou uma parceria com a Universal Music Group (UMG), maior conglomerado de direitos musicais do mundo, para desenvolver soluções de IA voltadas à recomendação, à interação e também à criação musical — com a promessa de colocar salvconfirmas de proteção a artistas no centro do projeto.
O acordo combina duas peças-chave. De um lado, o catálogo da UMG, que soma milhões de gravações; do outro, a tecnologia da Nvidia baseada na arquitetura Flamingo para áudio, um modelo capaz de processar músicas completas (com até 15 minutos) e extrair elementos como harmonia, estrutura, timbre, letra e contexto cultural. A ideia é ir além das recomendações tradicionais por “gênero” e “artista”, entregando sugestões guiadas por nuances mais subjetivas — como clima emocional e narrativa sonora.
Na comunicação oficial, a dupla sustenta que o foco é construir uma “IA responsável” para música. Em uma das declarações divulgadas, o vice-presidente de mídia da Nvidia, Richard Kerris, afirma que a ambição é ampliar a descoberta musical em escala global “com responsabilidade… atribuição… e respeito aos direitos autorais”.
++ Brigitte Bardot foi considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo ao longo dos anos 50 e 60
Além do lado do consumo, a parceria também mira quem faz música. Está prevista a criação de uma incubadora que reunirá artistas, compositores e produtores para cocriar ferramentas de IA — com a proposta de evitar resultados genéricos e posicionar a tecnologia como apoio criativo, não como substituta do trabalho humano.
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