O governo federal anunciou nesta quarta-feira (7) a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS, iniciativa que pretende levar tecnologias digitais avançadas para dentro da rede pública — com inteligência artificial na triagem, telemedicina, cirurgias robóticas e ambulâncias conectadas em 5G capazes de transmitir sinais vitais em tempo real.
O lançamento ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde Alexandre Padilha, do vice-presidente Geraldo Alckmin e da ex-presidente Dilma Rousseff. A promessa oficial é tornar o atendimento mais ágil e preciso, com a meta de reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em situações de urgência e emergência.
Na prática, a rede deve operar em ambiente digital, com monitoramento contínuo, integração entre equipamentos e sistemas de informação e ferramentas voltadas à detecção precoce de agravamentos no quadro clínico. Além de acelerar o fluxo de atendimento, o desenho também prevê cooperação entre equipes de diferentes regiões, conectadas a uma central de pesquisa e inovação.
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Um dos pilares do plano é a implantação de 14 UTIs inteligentes, automatizadas e interligadas, distribuídas por 13 estados: Manaus (AM), Dourados (MS), Belém (PA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF). A expectativa é que os primeiros serviços comecem a funcionar ainda em 2026.
O principal polo da iniciativa será o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), planejado para o complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. A estrutura prevista inclui 800 leitos e capacidade de atendimento anual de cerca de 20 mil pacientes, com foco em emergência e áreas de alta complexidade, como neurologia, neurocirurgia, cardiologia e terapia intensiva. A operação do instituto está projetada para 2027, segundo o cronograma apresentado.
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Para financiar o plano, o Ministério da Saúde articulou recursos com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), do Brics, presidido por Dilma Rousseff: o banco aprovou R$ 1,7 bilhão para a implantação do ITMI-Brasil. Além disso, o governo anunciou um aporte extra de R$ 1,1 bilhão para modernização do SUS, incluindo compra de equipamentos e custeio de unidades hospitalares, com foco em serviços assistenciais considerados inovadores.
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