13.6 C
São Paulo
quinta-feira, setembro 17, 2026

Calor extremo na praia exige atenção redobrada com bebês e crianças

Leia mais

Um episódio registrado em uma praia de Balneário Camboriú reacendeu o debate sobre os cuidados necessários com bebês e crianças pequenas durante o verão. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou policiais orientando um casal a retirar um bebê do sol intenso após alertas de banhistas preocupados com o calor excessivo.

A repercussão do caso chamou a atenção para um problema recorrente nesta época do ano: a vulnerabilidade de crianças ao calor e à exposição solar prolongada, especialmente em ambientes como praias, onde a radiação é potencializada pela areia e pela reflexão da luz.

Por que o calor afeta mais os pequenos

Segundo a pediatra Juliana Sobral, bebês e crianças não lidam com altas temperaturas da mesma forma que os adultos. “O organismo ainda não está totalmente preparado para regular a temperatura corporal. Eles transpiram menos, perdem menos calor pela pele e se desidratam com mais facilidade”, explica.

De acordo com a médica, temperaturas acima de 30 °C já representam risco, sobretudo quando combinadas com alta umidade, exposição direta ao sol, ambientes abafados ou ingestão insuficiente de líquidos. O metabolismo acelerado das crianças também contribui para o aumento da produção interna de calor.

++ Quando o piloto de Fórmula 1 Kimi Räikkönen se cansou de tudo e simplesmente foi para o seu iate

Como reduzir os riscos na praia e em atividades ao ar livre

Especialistas recomendam medidas simples, mas essenciais, para proteger os pequenos durante os dias quentes:

  • aumentar a oferta de líquidos, principalmente água;

  • manter bebês em aleitamento materno com mamadas mais frequentes;

  • vestir roupas leves, claras e de algodão;

  • evitar exposição solar entre 10h e 16h;

  • priorizar ambientes ventilados e com sombra;

  • usar protetor solar adequado à idade, sempre com orientação médica;

  • nunca deixar crianças em carros fechados, mesmo por poucos minutos;

  • evitar banhos quentes em dias de calor intenso.

A médica Andrea Dambroski reforça que, quando a exposição ao sol é inevitável, o ideal é restringi-la aos horários mais seguros. “Antes das 10h e após as 16h, a radiação ultravioleta é menor, o que reduz os riscos e preserva os benefícios da luz solar”, orienta.

++ É assim que 18.912 latas de alumínio são compactadas em um bloco perfeito

Sinais de alerta para desidratação e insolação

Como bebês e crianças pequenas ainda não conseguem expressar claramente o que sentem, a observação atenta dos pais é fundamental. O calor excessivo pode desencadear quadros de desidratação, brotoejas, queda de pressão, insolação e, em casos mais graves, convulsões febris.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • boca e lábios secos;

  • choro sem lágrimas;

  • redução do volume de urina ou urina escura;

  • moleira mais funda em bebês;

  • sonolência excessiva, irritabilidade ou prostração;

  • pele menos elástica.

Juliana Sobral destaca que febre sem sinais claros de infecção durante ondas de calor pode indicar insolação e exige atendimento médico imediato. Crianças prematuras, com doenças crônicas ou em uso contínuo de medicamentos precisam de cuidados ainda mais rigorosos.

Com a chegada das férias e o aumento das atividades ao ar livre, o recado dos especialistas é claro: sol e praia fazem parte do verão, mas a segurança das crianças deve vir sempre em primeiro lugar.

Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Últimas notícias