O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (22) que a Rússia não pretende suspender as ações militares durante o Natal e pode lançar uma nova ofensiva de grande escala nos próximos dias. Segundo ele, Moscou rejeitou uma proposta de trégua temporária apresentada pelos Estados Unidos com apoio de aliados europeus.
A declaração foi feita durante discurso na Academia Diplomática, em Kiev, em evento alusivo ao Dia do Diplomata. De acordo com Zelensky, a iniciativa internacional não tinha como objetivo encerrar o conflito, mas abrir espaço para diálogo. A resposta russa, porém, teria sido imediata.
“Os americanos realmente queriam uma trégua de Natal. Isso sempre é um sinal de que as partes querem encontrar alguma solução. Mas os russos reagiram na hora dizendo: ‘não haverá trégua de Natal’”, afirmou.
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Para o líder ucraniano, a negativa reforça o risco de ataques intensificados justamente durante o feriado. Diante desse cenário, Zelensky anunciou o reforço máximo das operações de inteligência e dos sistemas de defesa aérea. Ainda nesta segunda-feira, uma reunião do Estado-Maior do Comandante Supremo foi convocada para avaliar ameaças e definir medidas emergenciais.
“Entendemos que é da natureza deles realizar ataques massivos justamente no nosso Natal. Por isso, a prioridade absoluta nesses dias é a defesa aérea”, declarou.
Zelensky também alertou para limitações nos sistemas de proteção do país e pediu atenção redobrada da população civil. “Não há nada sagrado nisso. As pessoas precisam estar muito atentas, porque eles podem usar ataques de grande escala”, disse.
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O presidente lembrou que, no Natal do ano passado, a Rússia promoveu uma ofensiva de grandes proporções contra a infraestrutura energética ucraniana. Na ocasião, mais de 70 mísseis — incluindo balísticos — e mais de 100 drones foram lançados contra diferentes regiões do país.
Segundo a DTEK, maior empresa de energia da Ucrânia, aquele foi o 13º ataque de grande escala à rede elétrica apenas em 2024. À época, Zelensky classificou a ação como “desumana”. “Todo ataque russo massivo exige preparação. Nunca é espontâneo. É uma escolha deliberada. Escolher o Natal diz muito”, afirmou então.
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