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quarta-feira, setembro 16, 2026

Netflix fecha megacompra da Warner Bros Discovery por US$ 72 bilhões e sacode Hollywood

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A Netflix deu o passo mais ousado de sua história ao acertar, nesta sexta-feira (5/12), a aquisição dos estúdios de cinema e TV e da divisão de streaming da Warner Bros Discovery por US$ 72 bilhões. O movimento entrega à empresa um dos catálogos mais tradicionais de Hollywood — algo que a companhia sempre evitou ao construir seu império com produções próprias.

A operação encerra uma guerra de lances que durou semanas. A Netflix venceu ao oferecer quase US$ 28 por ação, superando a proposta de aproximadamente US$ 24 apresentada pela Paramount Skydance — que pretendia adquirir todo o conglomerado e depois vender os canais de TV a cabo.

As ações da Warner Bros Discovery fecharam o pregão anterior a US$ 24,50, avaliando o grupo em US$ 61 bilhões.

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Por que a Netflix decidiu comprar a Warner

Para analistas, a Netflix busca garantir controle duradouro sobre grandes propriedades intelectuais, reduzindo sua dependência de licenciamento externo e fortalecendo sua entrada em novas frentes, como o setor de games. A empresa também quer consolidar sua posição num mercado cada vez mais competitivo, especialmente após o sucesso da repressão ao compartilhamento de senhas.

Ao assumir franquias como “Harry Potter”, “DC Comics”, “Game of Thrones”, e o poderoso estúdio HBO, a Netflix se torna dona de parte crucial da cultura pop global — algo que muda o equilíbrio de poder entre os gigantes do entretenimento.

Barreiras regulatórias no horizonte

Apesar do entusiasmo de investidores, o acordo deve enfrentar análises rigorosas de autoridades antitruste nos Estados Unidos e na Europa. O negócio envolve a absorção de uma rival com cerca de 130 milhões de assinantes, dona da plataforma HBO Max.

A Netflix argumenta que a união dos catálogos reduziria custos para o consumidor ao permitir ofertas combinadas de streaming — ponto que deve ser explorado na defesa do negócio.

Paramount contesta processo

A Paramount, liderada por David Ellison, que iniciou a batalha de ofertas, enviou uma carta contestando o processo de venda, alegando tratamento preferencial à Netflix. O grupo tem relações estreitas com aliados políticos do governo Trump, segundo a imprensa americana.

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Compromissos com o cinema

Para acalmar temores de que a compra enfraqueceria o circuito de salas de exibição, a Netflix sinalizou que continuará lançando filmes da Warner nos cinemas, mantendo a linha histórica do estúdio.

Esse compromisso tenta neutralizar críticas de que o streaming estaria “apagando” a indústria cinematográfica tradicional — algo que preocupava exibidores e parte de Hollywood.

Consolidação inédita na era do streaming

A aquisição marca um ponto de virada no setor. Pela primeira vez, a empresa que transformou o streaming em padrão dominante assume o controle de um dos pilares da velha Hollywood. O negócio dá à Netflix uma biblioteca gigantesca e reforça sua capacidade de competir com Disney, Paramount e outros conglomerados que construíram seus estúdios ao longo de um século.

Com a compra, a Netflix deixa para trás o perfil de outsider inovadora e assume posição de superpotência industrial, capaz de ditar ritmos de produção, distribuição e conteúdo num mercado estimado em US$ 40 bilhões.

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