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quarta-feira, setembro 16, 2026

Banco Central lança BC Protege+, sistema que bloqueia abertura de contas indevidas e amplia rastreio de consultas ao CPF

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O Banco Central passou a oferecer nesta segunda-feira (1º) o BC Protege+, um novo serviço gratuito que permite que pessoas físicas e jurídicas bloqueiem a abertura de contas vinculadas ao próprio CPF ou CNPJ. A solução, apresentada na sede do BC em Brasília, chega em meio ao avanço de golpes que utilizam dados pessoais para criar contas fraudulentas — prática que sustenta esquemas de lavagem de dinheiro, fraudes com Pix e uso de “contas laranja”.

A ativação do BC Protege+ impede que instituições financeiras concluam a abertura de contas ou incluam um titular ou representante sem autorização prévia do usuário. Antes de liberar qualquer cadastro, os bancos são obrigados a consultar a base centralizada do Banco Central, que identifica se a proteção está ativa. Caso esteja, o processo é automaticamente bloqueado, e o cliente recebe a informação do motivo da negativa.

Segundo Maria Clara Roriz Haag, do Departamento de Atendimento Institucional do BC, a medida atende a um pedido recorrente dos consumidores: “O BC Protege+ vai ao encontro de uma demanda da sociedade e reforça o compromisso do BC em garantir mais segurança e transparência para os cidadãos.”

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Como funciona a ativação

O serviço pode ser habilitado e desabilitado a qualquer momento pelo portal Meu BC, mediante login com conta gov.br de nível prata ou ouro. Para pessoas físicas, a ativação é imediata. Já as empresas precisam que todos os sócios, representantes ou procuradores também ativem o bloqueio em seus CPFs antes que o CNPJ possa aderir.

Se o usuário quiser abrir uma conta mesmo com o bloqueio ativo, basta suspender a proteção temporariamente, escolhendo inclusive a data em que ela será reativada. O sistema também permite consultar quais instituições acessaram o CPF ou CNPJ e o motivo da consulta, ampliando a rastreabilidade do uso das informações.

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Por que o lançamento foi antecipado

O BC acelerou a implementação do Protege+ após a intensificação de fraudes envolvendo abertura irregular de contas e uso de documentos falsificados. Apenas no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Serasa Experian, quase 7 milhões de tentativas de fraude foram registradas no país — aumento de 29,5% em relação ao ano anterior.

A liquidação do Banco Master, em outubro, reacendeu o debate sobre vulnerabilidades no sistema financeiro e contribuiu para que a instituição priorizasse ferramentas de prevenção.

Haag ressalta, no entanto, que o serviço não substitui os protocolos de segurança adotados pelos bancos. “A ativação não é automática e não exclui outras verificações. A jornada é simples e o serviço tem efeito imediato”, afirmou.

O que o Protege+ cobre

A proteção abrange contas-correntes, poupança e contas de pagamento pré-pagas — inclusive novas contas abertas na mesma instituição onde o cliente já possui relacionamento. Os bancos devem utilizar os dados apenas para a finalidade prevista, seguindo exigências de segurança e privacidade estabelecidas por lei.

Com o Protege+, o BC busca fortalecer a proteção ao consumidor em um ambiente no qual golpes envolvendo dados pessoais se tornaram cada vez mais sofisticados e frequentes.

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