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quarta-feira, setembro 16, 2026

Trump anuncia plano para barrar imigração de países “do terceiro mundo” após ataque em Washington

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra a imigração após o ataque que matou dois membros da Guarda Nacional em Washington, D.C. Na noite de quinta-feira (27), em uma publicação que começava com um “feliz Dia de Ação de Graças”, o republicano afirmou que pretende “suspender permanentemente a imigração de todos os países do terceiro mundo”. A mensagem, divulgada no Truth Social, gerou imediata controvérsia e falta de clareza sobre como a medida seria aplicada.

Trump também prometeu cortar todos os benefícios e subsídios federais destinados a não cidadãos e deportar “qualquer pessoa que não seja um ativo líquido para os Estados Unidos”. As declarações surgem em meio à repercussão do ataque próximo à Casa Branca, atribuído pelas autoridades a Rahmanullah Lakanwal, um afegão que chegou ao país em 2021 em um programa humanitário da administração Biden.

O episódio reacendeu tensões políticas em Washington. Lakanwal, que recebeu asilo em abril deste ano, foi ferido e permanece sob custódia. Outro guarda, Andrew Wolfe, de 24 anos, segue em estado crítico. A CIA afirmou que Lakanwal havia colaborado com unidades apoiadas pela agência durante a guerra no Afeganistão.

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Diretrizes rígidas em meio a incertezas legais

A promessa de bloquear a imigração de países “do terceiro mundo” não foi detalhada pela Casa Branca. Medidas parecidas adotadas por Trump em seu primeiro mandato foram contestadas judicialmente e sofreram reformulações antes de serem parcialmente implementadas. A retórica atual sinaliza uma intensificação das políticas de deportação e filtragem migratória, marca do segundo mandato do presidente.

Horas antes da publicação, Trump havia dito que o ataque “nos lembra que não temos prioridade de segurança nacional maior do que garantir que tenhamos controle total sobre as pessoas que entram e permanecem em nosso país”.

Nas últimas 24 horas, sua administração anunciou uma série de mudanças operacionais. O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) interrompeu o processamento de pedidos relacionados a cidadãos afegãos enquanto revisa casos aprovados durante a gestão Biden. O Departamento de Segurança Interna informou que essa reavaliação poderá se estender a outras nacionalidades, sem especificar quais.

Joseph Edlow, diretor do USCIS, afirmou que recebeu orientação para conduzir uma “reavaliação completa e rigorosa” dos green cards emitidos para estrangeiros de “países de interesse”. O governo citou como referência uma lista de 19 países já bloqueados por ordem de Trump em junho, incluindo Afeganistão, Burundi, Laos, Venezuela e Serra Leoa.

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Tropas mobilizadas e disputas na Justiça

Desde agosto, tropas da Guarda Nacional estão distribuídas por Washington depois que Trump declarou um “estado de emergência criminal” e ordenou reforço das forças de segurança. Após o atentado, o presidente anunciou o envio de mais 500 soldados, medida repercutida pelo The Guardian.

Na semana passada, um juiz federal determinou o encerramento da mobilização, mas deu um prazo de 21 dias para que o governo retire as tropas ou apresente recurso.

A nova ofensiva anti-imigração reforça o clima de endurecimento político que marca o segundo mandato de Trump e deve abrir uma série de disputas jurídicas e legislativas nas próximas semanas — especialmente diante da falta de detalhes sobre quais países seriam atingidos e como o bloqueio seria executado.

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