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quarta-feira, setembro 16, 2026

China inicia uso de robôs humanoides em patrulhas e controle de fronteira com o Vietnã

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A China deu mais um passo na integração de robótica avançada a operações governamentais. A UBTECH Robotics fechou um contrato de 264 milhões de yuans (cerca de R$ 199 milhões) para fornecer seus robôs humanoides Walker S2 a postos de fronteira na região de Guangxi, fronteira com o Vietnã. Os primeiros equipamentos começam a ser entregues em dezembro.

De acordo com informações do South China Morning Post, o programa prevê que os robôs auxiliem na abordagem de viajantes, no controle do fluxo de entrada e saída, em tarefas logísticas e até em patrulhas. A expectativa é que a tecnologia funcione como apoio direto às equipes de vigilância e aos serviços comerciais da cidade de Fangchenggang, ponto estratégico do projeto.

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Uma nova fase da robótica aplicada a operações reais

O Walker S2 é um robô humanoide de perfil industrial, projetado para executar tarefas de manipulação e movimentação. Ele tem 1,76 m de altura, membros articulados e mãos com precisão suficiente para lidar com montagem de peças. Consegue transportar até 15 kg por braço e realizar movimentos como agachamento, rotação e inclinação.

Um recurso chama atenção: o robô consegue trocar a própria bateria, removendo a unidade descarregada e encaixando outra automaticamente — o que permite ciclos contínuos de operação, sem necessidade de intervenção humana.

A UBTECH já havia divulgado, no início do mês, imagens de dezenas de Walker S2 caminhando em direção a contêineres industriais, marcando sua primeira entrega em massa para parceiros do setor privado. A empresa pretende entregar 500 unidades até o fim de 2025 e multiplicar a produção por dez em 2026, com meta de 10 mil robôs por ano até 2027.

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Fronteiras, aeroportos e grandes eventos: onde a China já usa robôs humanoides

A adoção da tecnologia em Guangxi não é isolada. A China tem ampliado rapidamente o uso de robôs humanoides em ambientes públicos:

  • No Aeroporto Internacional de Hangzhou Xiaoshan, um robô semelhante já interage com viajantes respondendo perguntas.
    • Durante a Cúpula da Organização de Cooperação de Xangai deste ano, em Tianjin, um robô multilíngue da iBen Intelligence foi utilizado por autoridades de imigração.
    • Cidades como Shenzhen, Xangai e Chengdu já contam com robôs patrulheiros autônomos operando junto às forças policiais.

Essa expansão ocorre paralelamente à criação, pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, de um comitê nacional de robótica humanoide, sinalizando que o país deve acelerar ainda mais as aplicações práticas desse tipo de máquina nos próximos anos.

Robôs como agentes de vigilância

A introdução dos Walker S2 nas fronteiras representa um novo patamar no uso de robôs em ambientes de segurança. Além de patrulhar, eles poderão atuar em inspeções industriais — como fábricas de aço, cobre e alumínio — reforçando tarefas que exigem precisão e resistência a condições mais agressivas.

Para especialistas, o movimento indica que a China está posicionando a robótica humanoide não apenas como vitrine tecnológica, mas como infraestrutura operacional, com funções que se expandem para além dos laboratórios e centros de pesquisa.

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