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quarta-feira, setembro 16, 2026

Estudo indica que reduzir calorias por longo prazo pode desacelerar o envelhecimento do cérebro

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O avanço da idade costuma trazer alterações metabólicas no sistema nervoso central, aumento do estresse oxidativo e danos à bainha de mielina — camada que envolve as fibras nervosas e permite a comunicação eficiente entre os neurônios. Esse cenário também favorece a ativação prolongada da microglia, célula de defesa do cérebro, contribuindo para estados inflamatórios relacionados ao envelhecimento e a doenças neurodegenerativas.

Uma pesquisa de longo prazo conduzida pela Escola de Medicina Chobanian & Avedisian, da Universidade de Boston, oferece novas evidências de que a restrição calórica pode atuar diretamente nesse processo. O estudo sugere que uma redução de cerca de 30% na ingestão de calorias ao longo de mais de duas décadas ajuda a retardar sinais de envelhecimento neural.

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De acordo com a autora correspondente, Ana Vitantonio, trata-se de um dos poucos estudos com modelos próximos aos humanos a demonstrar proteção estrutural no cérebro associada a dietas de baixa caloria.

O trabalho, iniciado nos anos 1980, acompanhou dois grupos: um com alimentação usual e outro com restrição calórica prolongada. Após a morte natural dos participantes, os pesquisadores analisaram os cérebros por meio de sequenciamento de RNA de núcleo único, metodologia que permite observar mudanças em células individuais.

As amostras do grupo com menor ingestão calórica revelaram melhor saúde metabólica e maior expressão de genes ligados à produção e à manutenção da mielina — estrutura fundamental para o funcionamento adequado das redes neurais.

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Para os pesquisadores, intervenções dietéticas duradouras podem influenciar aprendizagem, memória e outros aspectos da cognição. A coautora Tara L. Moore destaca que os achados reforçam a ideia de que escolhas alimentares ao longo da vida têm impacto direto no envelhecimento cerebral. Os resultados foram publicados na revista Aging Cell.

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