Larry Summers, ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos e ex-presidente de Harvard, renunciou ao conselho da OpenAI após a divulgação de novos documentos que detalham sua proximidade com Jeffrey Epstein. A decisão veio à tona poucos dias depois de o Comitê de Supervisão da Câmara publicar e-mails que reforçam o vínculo entre o economista e o financista, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais. As informações foram confirmadas pela Reuters.
Em comunicado, Summers afirmou que pretende se afastar de compromissos públicos para “reconstruir a confiança” e lidar com os impactos pessoais e profissionais das revelações. Harvard informou que abrirá uma investigação interna sobre o relacionamento do professor com Epstein, retomando um tema que continua provocando repercussão dentro e fora da universidade.
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A OpenAI declarou respeitar a decisão e destacou as contribuições de Summers desde sua entrada no conselho no final de 2023, período marcado pela breve saída e posterior retorno de Sam Altman à liderança da empresa. A renúncia foi inicialmente noticiada pelo Axios.
A crise ocorre em meio a um ambiente político acirrado. O Congresso, de maioria republicana, aprovou quase por unanimidade uma medida obrigando o Departamento de Justiça a divulgar arquivos relacionados a Epstein — proposta que o presidente Donald Trump tentou barrar durante meses, antes de retirar sua oposição. Paralelamente, Trump ordenou que o departamento investigue eventuais ligações de membros de sua administração e de democratas com o financista. A iniciativa, segundo analistas, busca desviar o foco de sua própria relação passada com Epstein. Pesquisas recentes da Reuters/Ipsos mostram queda de popularidade do ex-presidente, com aprovação de apenas 38%.
As novas revelações reacenderam teorias e desconfianças que persistem desde a morte de Epstein, oficialmente classificada como suicídio, e continuam alimentando desgaste político — especialmente entre apoiadores de Trump, que acusam autoridades de proteger figuras influentes ligadas ao caso.
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Além de seu vínculo com a OpenAI, Summers ocupa assentos em outros conselhos, como a empresa de tecnologia educacional Skillsoft e o Santander, onde preside o conselho consultivo internacional. Sua saída da OpenAI adiciona mais um capítulo ao impacto institucional provocado pelas conexões do financista, cuja influência segue reverberando em universidades, empresas e órgãos públicos.
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