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quarta-feira, setembro 16, 2026

Novo documentário revela detalhes inéditos da autópsia de Selena, 30 anos após o crime

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Três décadas depois do assassinato de Selena Quintanilla-Pérez, um novo documentário reacendeu o debate sobre o crime que abalou a música latina em 1995. A cantora, então com apenas 23 anos, foi morta a tiros por Yolanda Saldívar, presidente de seu fã-clube, após ser acusada de desviar dinheiro da organização. O disparo ocorreu em um hotel de Corpus Christi, no Texas. Mesmo gravemente ferida, Selena conseguiu identificar a autora do tiro antes de morrer. Meses depois, Saldívar foi condenada à prisão perpétua.

A tragédia foi retratada no cinema em 1997, com Jennifer Lopez no papel da artista. Agora, o documentário Selena y Los Dinos: A Family Legacy traz novas informações sobre o caso, incluindo partes do relatório de autópsia. Segundo a produção, o documento foi finalizado cerca de duas horas e meia após o falecimento e apresenta detalhes até então pouco explorados publicamente.

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De acordo com trechos revelados, a camiseta verde usada por Selena — perfurada pela bala — desapareceu misteriosamente após o corpo ser transferido do hospital. O relatório registra que havia sangue em várias partes da roupa restante. O exame aponta ainda que o projétil atingiu a artéria subclávia direita e perfurou o lobo superior do pulmão antes de sair pela parte frontal do tórax. Segundo o legista, um desvio de apenas um milímetro poderia ter mudado o desfecho e possibilitado a sobrevivência da cantora.

O médico Lloyd White classificou oficialmente o caso como homicídio, destacando o “sangramento massivo” causado pela lesão.

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A divulgação do documentário ocorre meses depois de o conselho penitenciário do Texas negar o pedido de liberdade condicional de Yolanda Saldívar. A decisão ressaltou a extrema violência do crime e concluiu que a condenada ainda representa “ameaça contínua” à comunidade.

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