O Ministério Público de Goiás (MPGO) determinou a reabertura do inquérito que apura a morte de Lázaro Barbosa, o criminoso responsável por uma série de assassinatos que aterrorizou o Distrito Federal e o Entorno em 2021. A nova fase de investigações foi autorizada após o órgão identificar graves lacunas na apuração conduzida pela Polícia Militar e pela Polícia Civil de Goiás.
Fontes confirmaram que, embora a Corregedoria da PM goiana tenha concluído que os agentes agiram em legítima defesa, o inquérito apresenta vícios significativos e ausência de provas essenciais. Entre as falhas apontadas estão a falta de depoimentos de testemunhas e dos próprios policiais envolvidos, além da ausência de laudos periciais fundamentais, como o exame cadavérico e o registro detalhado do local da morte.
Outra omissão grave é a inexistência de relatórios médicos completos que descrevam o atendimento de Lázaro, que, segundo registros, ainda estava com vida quando foi socorrido.
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Novas diligências
Por determinação judicial — cujo teor corre sob sigilo —, a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) ficará responsável pela retomada do caso. O novo inquérito prevê oitivas dos policiais e familiares do criminoso, além da solicitação de imagens de câmeras de segurança das proximidades do local da captura. O prazo para apresentação do novo parecer é de até 80 dias.
Os policiais Edson Luis Souza Melo Rocha, Cleiton Pereira de Paula, Ronyeder Rogis Silva, Arivan Batista Arantes e Joubert Teodoro Alves permanecem sob investigação.
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O caso Lázaro Barbosa
Lázaro foi morto em 28 de junho de 2021, após uma caçada policial que durou 20 dias e mobilizou centenas de agentes no interior de Goiás. Ele foi atingido por 38 disparos, dos quais 14 projéteis foram encontrados em seu corpo durante a perícia.
O criminoso ficou conhecido nacionalmente após assassinar quatro membros da família Vidal, em Ceilândia (DF). Em 9 de junho de 2021, ele invadiu a propriedade rural da família e matou Cláudio Vidal de Oliveira (48 anos), Gustavo Marques Vidal (21 anos) e Carlos Eduardo Marques Vidal (15 anos). A mãe, Cleonice Marques de Andrade (43 anos), foi sequestrada e teve o corpo encontrado dias depois, com tiro na cabeça e sinais de violência sexual.
A brutalidade dos crimes e a longa fuga transformaram Lázaro Barbosa em um dos casos policiais mais acompanhados da última década. Agora, mais de quatro anos depois, a Justiça busca responder dúvidas que persistem sobre as circunstâncias exatas de sua morte.
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