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quarta-feira, setembro 16, 2026

Aliados de Bolsonaro ironizam conversa entre Lula e Trump e dizem que diálogo “não muda nada”

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A ligação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada na manhã desta segunda-feira (6/10), provocou reações imediatas entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nas redes sociais, aliados próximos ironizaram o contato e afirmaram que o diálogo entre os dois chefes de Estado não deve gerar avanços concretos.

Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação e um dos principais aliados da família Bolsonaro, classificou o telefonema como inócuo. “A mera ligação entre chefes de Estado que pensam e atuam de maneira absolutamente contrastante não quer dizer absolutamente nada. Passados 10 meses para esse contato de hoje, isso apenas evidencia o quanto a política externa atual é retrógrada, lenta e sem nenhuma tecnicidade. A tal ‘química perfeita’ sequer terá alicerces para se sustentar com partícipes que promovem o terrorismo e seus aliados históricos”, escreveu no X (antigo Twitter).

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Nos Estados Unidos, o influenciador Paulo Figueiredo — próximo de Eduardo Bolsonaro — também ironizou a repercussão do encontro virtual. Inicialmente, disse estar “de férias”, mas mais tarde voltou à rede para criticar a empolgação da imprensa com o gesto diplomático. “Acordei embasbacado vendo a imprensa comemorando porque Trump colocou Marco Rubio para negociar com o Brasil. Zero de avanço! O grau de desconexão com a realidade é patológico. Como disse: a luz no fim do túnel é um trem”, afirmou.

Durante a videoconferência, Lula pediu a Trump que reconsiderasse as tarifas de 50% aplicadas pela Casa Branca sobre produtos brasileiros e solicitou a retirada de sanções impostas a autoridades do país. O republicano, por sua vez, designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às tratativas com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Fernando Haddad (Fazenda).

Os dois presidentes também manifestaram interesse em se encontrar pessoalmente nas próximas semanas. Entre as opções cogitadas estão a Cúpula da ASEAN, na Malásia, e a COP30, que será realizada em Belém (PA).

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A reação de figuras ligadas ao bolsonarismo reforça a tensão política que ainda marca o diálogo entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, mesmo diante do tom cordial adotado por Lula e Trump na tentativa de reaproximar os dois países.

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