Um estudo publicado na revista Nature Human Behaviour no dia 28 revelou que casais em relacionamentos duradouros apresentam maior probabilidade de desenvolver os mesmos transtornos psiquiátricos. A pesquisa analisou dados de mais de seis milhões de casais em Taiwan, Dinamarca e Suécia e identificou padrões em condições como depressão, ansiedade, esquizofrenia, TDAH, transtorno bipolar, autismo, anorexia, TOC e abuso de substâncias.
Esse fenômeno, chamado de correlação conjugal, já havia sido observado em outros aspectos, como religião, política, escolaridade e até hábitos de consumo. No caso da saúde mental, três fatores principais ajudam a explicar a semelhança: a tendência de buscar parceiros com características semelhantes, a limitação das opções de relacionamento pelo contexto cultural e econômico, e a convivência prolongada, que leva a hábitos e vulnerabilidades compartilhados.
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Apesar das diferenças culturais e nos sistemas de saúde dos países analisados, os resultados foram consistentes, com variações pontuais em transtornos como TOC, bipolaridade e anorexia. Em Taiwan, o padrão também foi observado em diferentes gerações, o que reforça a ideia de que se trata de um fenômeno universal.
Outro ponto de destaque é o impacto sobre os filhos. Quando ambos os pais apresentam o mesmo transtorno, o risco de transmissão aumenta. O achado desafia a noção de que relacionamentos são aleatórios, sugerindo que os vínculos afetivos também moldam estimativas sobre a influência de fatores genéticos e ambientais.
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Para os cientistas, entender essa dinâmica pode trazer avanços importantes no diagnóstico e no tratamento de doenças psiquiátricas no futuro.
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