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quarta-feira, setembro 16, 2026

Dólar cai ao menor valor em 15 meses com expectativa de corte de juros nos EUA

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O movimento reflete uma tendência global de desvalorização da moeda americana. (Foto: Unsplash)

Nesta sexta-feira, o dólar teve uma queda de 0,71% frente ao real, fechando a R$ 5,35 — o menor patamar desde junho de 2024. O movimento reflete uma tendência global de desvalorização da moeda americana, impulsionada pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, inicie uma série de cortes na taxa de juros a partir da próxima reunião do Fomc, marcada para quarta-feira (17/10).

Segundo a economista Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, os dados econômicos recentes dos EUA indicam enfraquecimento da economia, o que sustenta a expectativa de redução dos juros. Entre os indicadores, destaca-se o aumento dos pedidos de seguro-desemprego, que somaram 263 mil na primeira semana de setembro — o maior número desde outubro de 2021. Além disso, houve deflação nos preços ao produtor e a inflação ao consumidor veio dentro das expectativas.

O mercado praticamente dá como certo o corte de 0,25 ponto percentual, com 94,4% dos investidores apostando nessa possibilidade, segundo a ferramenta FedWatch. Há ainda expectativa de mais dois cortes em outubro e dezembro. Com isso, o diferencial de juros entre Brasil e EUA tende a crescer, o que torna o mercado brasileiro mais atrativo para investidores estrangeiros. O Banco Central do Brasil contribuiu para a estabilidade cambial ao realizar dois leilões de linha, ofertando US$ 1 bilhão.

Apesar do otimismo no câmbio, o Ibovespa recuou 0,61%, fechando aos 142.271 pontos. A queda é atribuída à cautela dos investidores diante de possíveis retaliações dos EUA ao Brasil, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu negativamente à decisão, classificando-a como “terrível” e “muito ruim” para o Brasil.

Aliados de Bolsonaro especulam que Trump possa retaliar com sanções adicionais, incluindo o uso da Lei Magnitsky contra ministros do STF, como Alexandre de Moraes, e a revisão de exceções tarifárias concedidas a produtos brasileiros.

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