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quarta-feira, setembro 16, 2026

Marcha fúnebre marca encerramento do segundo dia de julgamento de Bolsonaro no STF

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O segundo dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado terminou nesta quarta-feira (3/9) com uma cena inusitada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Um trompetista tocou a marcha fúnebre diante do prédio, atraindo a atenção de quem acompanhava o caso no local.

Durante a sessão, a Primeira Turma do Supremo ouviu os advogados de defesa do general da reserva Augusto Heleno, de Bolsonaro, do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e do também general da reserva Walter Braga Netto. O julgamento se estende até 12 de setembro.

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Argumentos das defesas

  • Augusto Heleno – A defesa questionou a atuação do relator Alexandre de Moraes e alegou que um juiz não pode assumir o papel de investigador. Segundo os advogados, o general não politizou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) nem pressionou militares por ruptura institucional.

  • Jair Bolsonaro – O advogado Celso Vilardi negou qualquer ligação do ex-presidente aos atos de 8 de janeiro e afirmou que não existe prova de sua participação em supostos planos golpistas. A delação de Mauro Cid foi classificada como “inconsistente” e usada para pedir a anulação do acordo de colaboração.

  • Paulo Sérgio Nogueira – A defesa sustentou que o então ministro da Defesa buscou “demover Bolsonaro de qualquer ideia golpista” e que sua postura o colocou em conflito com setores das Forças Armadas.

  • Walter Braga Netto – O advogado José Luís Oliveira Lima defendeu a inocência do general da reserva, afirmando que a delação de Mauro Cid não é confiável e não pode embasar condenação.

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O que vem pela frente

Com a etapa das sustentações orais em andamento, os ministros agora avaliarão as preliminares antes do julgamento do mérito. Na próxima terça-feira (9/9), o relator Alexandre de Moraes deve apresentar seu voto, seguido dos demais integrantes da Primeira Turma, em ordem de antiguidade.

Na véspera, as defesas de Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier e Anderson Torres já haviam sido ouvidas.

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