O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta terça-feira (2/9) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete réus acusados de participar de uma articulação golpista para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022. A sessão começou às 9h10, conduzida pela Primeira Turma da Corte.
O presidente do colegiado, ministro Cristiano Zanin, abriu os trabalhos com explicações sobre o rito processual. Em seguida, o relator da Ação Penal 2.668, ministro Alexandre de Moraes, apresentou o relatório do caso. “A impunidade, a omissão e a covardia não são opções para a pacificação”, afirmou Moraes ao contextualizar a denúncia.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR), representada pelo procurador-geral Paulo Gonet, terá até duas horas para sustentar a acusação, que inclui crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Entre os réus, apenas o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, compareceu ao plenário. Bolsonaro e os demais acompanham pela transmissão ao vivo. O advogado Celso Villardi, que representa o ex-presidente, chegou cedo ao STF.
A segurança foi reforçada no entorno da Praça dos Três Poderes, com grades e varredura realizada pela polícia judicial com apoio de cães farejadores.
O julgamento terá sessões nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. A expectativa é que a primeira semana seja dedicada à acusação e às sustentações orais das defesas, enquanto os votos dos ministros devem começar a ser apresentados na segunda semana.
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Entre os acusados estão nomes de peso da cúpula militar e política do último governo, como os ex-ministros Augusto Heleno, Anderson Torres, Walter Braga Netto e Mauro Cid, além do deputado Alexandre Ramagem e do almirante Almir Garnier Santos.
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