O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não decidiu se irá ao julgamento que começa nesta terça-feira (2/9) no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da recomendação de seus advogados para que não compareça, aliados próximos afirmam que a possibilidade segue em aberto.
A presença do ex-chefe do Executivo dependeria de uma autorização judicial, já que ele está em prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Até a manhã desta segunda-feira (1º/9), não havia registro de pedido formal ao STF nesse sentido.
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Bolsonaro será julgado ao lado de aliados, acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de envolvimento em uma articulação golpista para impedir a posse e o exercício do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os crimes listados estão tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, abrirá a sessão com a apresentação do histórico do processo. Na sequência, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá até duas horas para expor os argumentos da acusação. A defesa do ex-presidente falará em seguida. O julgamento está previsto para se estender até a próxima semana.
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Enquanto Bolsonaro avalia sua ida ao tribunal, movimentos políticos se articulam para as ruas. Aliados do ex-presidente convocam manifestações para o 7 de setembro em defesa de pautas da direita, como a proposta de anistia a investigados. Grupos progressistas, por outro lado, também chamam mobilizações para a mesma data, com críticas à anistia e em defesa da soberania nacional.
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