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quarta-feira, setembro 16, 2026

Cientistas desenvolvem língua artificial

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Pesquisadores apresentaram um protótipo inédito de língua artificial capaz de identificar e processar sabores diretamente em líquidos, sem depender de computadores externos para análise. O avanço foi divulgado no último dia 15 na revista PNAS.

O dispositivo é formado por membranas ultrafinas de óxido de grafeno, que funcionam como filtros moleculares e retardam o movimento de íons em até 500 vezes. Esse intervalo permite que o sistema registre e reconheça padrões de sabor por cerca de 140 segundos, funcionando de forma semelhante às papilas gustativas humanas.

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Nos testes, a tecnologia alcançou entre 72,5% e 87,5% de acerto na identificação dos quatro gostos básicos — doce, azedo, salgado e amargo — e chegou a 96% de precisão ao analisar bebidas mais complexas, como café e refrigerantes. Além disso, o sistema aprende com o uso, aprimorando sua capacidade de diferenciar sabores semelhantes.

A equipe destaca aplicações que vão da medicina — ajudando no diagnóstico precoce de doenças e na reabilitação de pacientes que perderam o paladar — ao controle de qualidade na indústria alimentícia e à detecção de contaminações na água.

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Apesar do potencial, o protótipo ainda apresenta limitações, como tamanho elevado, consumo de energia acima do ideal e necessidade de maior sensibilidade. Os cientistas acreditam que, com avanços na miniaturização e integração a sistemas neuromórficos, a língua artificial poderá se tornar uma ferramenta prática na próxima década.

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