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quarta-feira, setembro 16, 2026

Morte de seis jornalistas em ataque israelense em Gaza provoca condenação internacional

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O bombardeio de uma tenda da imprensa na entrada de um hospital na Faixa de Gaza, no domingo (10), resultou na morte de seis jornalistas palestinos e gerou forte reação de organizações internacionais, governos e entidades de defesa da liberdade de imprensa.

Entre as vítimas está Anas al Sharif, de 28 anos, correspondente da Al Jazeera e um dos repórteres mais conhecidos da cobertura diária do conflito. O Exército israelense afirmou que ele era “terrorista” ligado ao Hamas e o principal alvo do ataque, alegando que se passava por jornalista. A emissora e entidades como a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) repudiaram a acusação e classificaram o episódio como um crime contra a imprensa.

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Além de Al Sharif, morreram o repórter Mohammed Qreiqeh, os cinegrafistas Ibrahim Zaher, Mohammed Noufal e Moamen Aliwa, todos funcionários da Al Jazeera, e o fotojornalista freelancer Mohammed al Khaldi, que chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu. Segundo a RSF, cerca de 200 jornalistas foram mortos em Gaza desde o início da guerra, há 22 meses.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e o governo do Catar, sede da Al Jazeera, denunciaram o que chamaram de “ataque deliberado” contra a equipe. A tenda atingida ficava próxima ao hospital Al-Shifa, e o local do ataque exibia colchões ensanguentados e destroços espalhados.

A Al Jazeera acusou Israel de tentar “silenciar as vozes” que denunciam a ocupação e afirmou que dez de seus profissionais foram mortos desde outubro de 2023, quando o país lançou a ofensiva militar em resposta ao ataque do Hamas. Israel, por sua vez, publicou imagens e supostos documentos para sustentar que Al Sharif integrava o grupo armado.

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Com o bloqueio a Gaza, a imprensa internacional depende quase exclusivamente de jornalistas palestinos para relatar a situação no território. Repórteres estrangeiros só entram em raras ocasiões, acompanhados pelo Exército israelense e sob censura militar. Os funerais das vítimas reuniram dezenas de pessoas nesta segunda-feira (11), enquanto Israel sinaliza que pretende intensificar as operações militares na região.

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