Uma publicação feita pelo Zoológico de Aalborg, na Dinamarca, no último dia 31 de julho, gerou ampla repercussão negativa nas redes sociais ao sugerir que o público doe pequenos animais de estimação — como coelhos, galinhas e porquinhos-da-índia — para servirem de alimento a predadores em cativeiro. A proposta, segundo a instituição, visa imitar a cadeia alimentar natural dos carnívoros que vivem no zoológico, garantindo seu bem-estar e comportamento instintivo.
A polêmica começou após o zoológico divulgar, nas redes sociais, que está aberto a receber doações de animais domésticos que precisem ser realocados por qualquer motivo. O texto afirmava que os bichos seriam “suavemente eutanasiados por pessoal treinado” e utilizados integralmente como forragem. “Dessa forma, nada é desperdiçado”, dizia a postagem.
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A reação do público foi imediata e intensa. Acusado de insensibilidade e desrespeito aos animais, o zoológico foi alvo de críticas e ataques online — o que levou a instituição a desativar os comentários da publicação. Muitos usuários se disseram chocados com a naturalização da ideia de doar animais de estimação vivos para virarem alimento.
Apesar da controvérsia, os responsáveis pelo zoológico afirmam que a prática não é nova. Segundo eles, a alimentação baseada em presas inteiras é comum em zoológicos europeus e visa respeitar a biologia dos predadores, como o lince europeu, que depende desse tipo de dieta para manter seu instinto caçador ativo.
Em nota, a equipe do zoológico defendeu que todos os animais doados são examinados, tratados com respeito, e passam por eutanásia realizada por profissionais capacitados antes de serem repassados aos predadores. “Nosso dever é preservar o comportamento natural dos animais sob nossos cuidados. Isso inclui oferecer a alimentação mais próxima possível do que teriam na natureza”, justificou a instituição.
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O zoológico também aceita a doação de cavalos, desde que atendam critérios legais, sanitários e logísticos. Nesse caso, os doadores podem, inclusive, obter dedução fiscal pela contribuição.
O episódio reabre debates sobre os limites éticos da gestão de fauna em cativeiro e sobre o quanto práticas inspiradas na natureza podem ou devem ser replicadas no ambiente controlado de zoológicos — especialmente quando envolvem animais com histórico de afeto e vínculo familiar.
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