Diante do racha público entre Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG), dirigentes do PL atuaram nos bastidores para apaziguar os ânimos entre os deputados em meio à polêmica sobre o tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil. A crise interna levou à articulação de uma conversa telefônica entre os dois, que selaram uma trégua temporária. O clima, no entanto, segue instável.
A briga se intensificou após Eduardo acusar Nikolas de omissão na defesa de Jair Bolsonaro, sugerindo que o mineiro não se empenhava na campanha contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Na ligação, ambos concordaram em unificar o discurso contra o ministro Alexandre de Moraes, considerado o principal alvo comum.
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Aliados reconhecem, porém, que a trégua é frágil, especialmente porque Jair Bolsonaro está proibido de manter contato com o filho por decisão do STF, o que enfraquece seu papel de mediador — função que já havia exercido ao apaziguar embates entre Eduardo e o governador Tarcísio de Freitas.
A permanência de Eduardo nos EUA, onde articula sanções internacionais contra autoridades brasileiras, preocupa o PL. O partido teme que sua atuação em defesa do tarifaço acabe contaminando futuras candidaturas da legenda, inclusive a de Nikolas Ferreira, que também é visto como potencial nome à Presidência.
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Nos bastidores, o embate entre os dois parlamentares é visto como reflexo direto da disputa por espaço na direita de olho nas eleições de 2026. Enquanto isso, outros nomes cotados, como os governadores Ratinho Júnior (PSD) e Ronaldo Caiado (União), evitam se envolver na crise.
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