Após a Polícia Federal concluir que o conteúdo do pen drive apreendido na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro não possui relevância para a investigação em curso, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais para ironizar o episódio e criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por autorizar a operação.
“Os caras malucos para achar uma prova de crime no pen drive do Bolsonaro e, no fim das contas, tinha música e vídeos”, escreveu o parlamentar em tom de deboche.
Em outro comentário, Nikolas alfinetou Moraes ao insinuar parcialidade no processo. “Será que [a PF] encontraria o mesmo nos pen drives, computadores e celulares do Moraes? Só perguntando mesmo”, afirmou.
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A declaração foi feita nesta segunda-feira (21), após a Polícia Federal informar que o material encontrado no dispositivo não contribui para o avanço das investigações. O pen drive foi apreendido na última sexta-feira (18) durante uma operação que também recolheu um celular do ex-presidente, ainda em fase de perícia.
No dia da ação, Bolsonaro chegou a levantar suspeitas sobre a origem do dispositivo, alegando que o item poderia ter sido “plantado”. “Uma pessoa pediu para ir ao banheiro, eu apontei o banheiro e ela voltou com um pen drive na mão. Nunca abri um pen drive na minha vida. Nem laptop eu tenho em casa”, declarou o ex-chefe do Executivo.
A operação, que incluiu mandados de busca e apreensão em imóveis ligados a Bolsonaro e ao PL, faz parte de uma apuração mais ampla conduzida pelo STF e pela Polícia Federal sobre supostos crimes cometidos durante e após o mandato presidencial.
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Enquanto o pen drive foi descartado como elemento relevante, o conteúdo do celular poderá ter maior impacto na apuração. A perícia, no entanto, ainda não tem prazo para ser concluída.
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