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quarta-feira, setembro 16, 2026

Brasileiro doa medula óssea três vezes e se torna “super-herói da vida real”

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Raphael Athayde de Souza, 38 anos, se tornou um exemplo de solidariedade e altruísmo ao realizar a doação de medula óssea três vezes, algo raríssimo, e que pode salvar a vida de pessoas em situações de risco extremo. A história de Raphael começou em 2012, quando seu amigo de infância, Ronald, foi diagnosticado com leucemia. Mesmo com a perda de Ronald, Raphael manteve seu compromisso com a causa e se inscreveu como doador de medula óssea no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Ao longo dos anos, Raphael foi chamado para doar medula em três ocasiões. A primeira foi uma surpresa, mas as outras duas, uma em 2024 e outra logo após, trouxeram-lhe um profundo sentimento de missão cumprida. A doação mais recente aconteceu em dezembro de 2024, antes do Natal, e Raphael descreveu o momento como um “presente de Deus”. “Foi tão tranquilo e rápido que fiz a doação no hospital Santa Rita, que fica ao lado da minha casa. Entrei e saí andando tranquilamente”, contou ele.

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A coleta foi realizada com o método de aférese, uma técnica moderna e segura que permite separar as células-tronco do sangue. O procedimento foi simples, e Raphael não sentiu dor durante o processo. Após o procedimento, ele apenas precisou de um curto repouso de 15 dias.

Raphael acredita que seu gesto pode inspirar outras pessoas e, para isso, coordena um projeto chamado FlamedulaES, que incentiva a doação de medula óssea e sangue. “Minha frase de vida é: ‘Um coração bom é a melhor religião’. Quero que meus filhos tenham orgulho do pai deles, não pelo dinheiro, mas pelo legado que deixo nas pessoas”, disse ele.

Segundo a hematologista Maria Cristina Seiwald, do Hospital Sírio-Libanês, a doação de medula óssea é essencial no tratamento de doenças graves do sangue, como leucemias e linfomas. Porém, a compatibilidade genética entre doador e paciente é extremamente rara fora do núcleo familiar, com uma chance de 1 em 100 mil. Isso torna os cadastros no Redome vitais para salvar vidas.

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Para se tornar um doador voluntário, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar saudável e se cadastrar em um hemocentro, onde um exame de sangue simples fará a triagem. Se houver compatibilidade, o doador será convocado para ajudar alguém em necessidade.

Raphael, além de ser um exemplo de generosidade, continua com o objetivo de motivar mais pessoas a se tornarem doadoras. “Salvar uma vida é mais simples do que muitos imaginam. Uma picada de agulha não dói nada perto da dor de quem tem poucos dias de vida”, conclui ele.

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