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quarta-feira, setembro 16, 2026

Filhotes de lobo-terrível geneticamente recriados crescem acima da média; Veja

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Seis meses após causar alvoroço ao anunciar a “recriação” do lobo-terrível, uma espécie extinta há mais de 10 mil anos, o laboratório norte-americano Colossal Biosciences voltou a chamar atenção. Dois dos filhotes geneticamente modificados — batizados de Rômulo e Remo — seguem vivos, saudáveis e com desenvolvimento surpreendente: já pesam mais de 40 kg, cerca de 20% acima da média para um lobo-cinzento comum.

Apesar do impacto inicial, a empresa precisou esclarecer que não trouxe de volta a espécie extinta (Aenocyon dirus), mas sim alterou geneticamente lobos-cinzentos (Canis lupus) para que apresentassem características físicas semelhantes às dos antigos predadores pré-históricos. Ao todo, 20 modificações foram feitas em 14 genes com foco no porte, estrutura muscular e aparência geral.

“Estamos vendo os genes do lobo-terrível se expressarem de forma notável. Esses animais estão maiores, mais fortes e visualmente mais próximos dos fósseis que estudamos”, afirmou Matt James, diretor de animais da Colossal, em entrevista ao portal IFLScience.

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O experimento dividiu opiniões dentro da comunidade científica. Pesquisadores questionam o uso do termo “desextinção”, já que não existem amostras viáveis de DNA original da espécie extinta — um requisito fundamental para que a clonagem fosse considerada real. Sem esse material genético, o retorno completo do lobo-terrível continua sendo inviável.

Ainda assim, a tecnologia usada pela empresa pode ter implicações importantes para a preservação de espécies ameaçadas. Um dos exemplos mais promissores é o do lobo-vermelho, espécie nativa dos Estados Unidos com apenas cerca de 15 a 20 indivíduos restantes em vida livre. Utilizando DNA autêntico e métodos de clonagem não invasivos, a Colossal gerou quatro novos filhotes: Hope, Blaze, Cinder e Ash.

Essa iniciativa aumentou em até 25% a diversidade genética da espécie — fator essencial para garantir sua sobrevivência a longo prazo. Com a tecnologia avançando, cientistas acreditam que esse tipo de intervenção pode se tornar uma ferramenta valiosa para frear a extinção de animais em risco.

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Apesar das críticas, o projeto reacende o debate sobre os limites éticos e científicos da engenharia genética na conservação da biodiversidade.

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