Uma tecnologia que antes era vista apenas como entretenimento agora ganha espaço dentro dos centros de reabilitação. Uma revisão internacional publicada nesta terça-feira (24) aponta que o uso da realidade virtual (RV) pode acelerar a recuperação de movimentos em pessoas que sofreram acidente vascular cerebral (AVC).
O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade Flinders, na Austrália, analisou os dados de 190 ensaios clínicos com mais de 7 mil pacientes no total. Os resultados mostram que os maiores benefícios acontecem quando a realidade virtual é usada como complemento à fisioterapia convencional, aumentando o tempo dedicado aos exercícios.
“O grande diferencial é que a RV permite que o paciente passe mais tempo em atividades terapêuticas de forma interativa e acessível, sem exigir a presença constante de um profissional de saúde”, explicou a professora Kate Laver, principal autora da pesquisa, publicada na base de dados científica Cochrane Database of Systematic Reviews.
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Além da melhora na função motora dos braços, a tecnologia também apresentou impacto positivo no equilíbrio e na redução de limitações nas atividades diárias. No entanto, os pesquisadores alertam que os efeitos sobre mobilidade geral e qualidade de vida ainda precisam ser melhor avaliados.
A maioria dos estudos revisados usou dispositivos simples, como videogames domésticos, o que indica que mesmo soluções acessíveis podem trazer ganhos significativos. Poucos ensaios envolveram equipamentos de realidade virtual mais avançados, como headsets imersivos capazes de simular ambientes realistas.
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Para os cientistas, o próximo passo é ampliar os testes com tecnologias mais sofisticadas e personalizadas, capazes de criar experiências de treino mais próximas das situações enfrentadas no dia a dia pelos pacientes.
Apesar das limitações, a conclusão é clara: a realidade virtual se mostra uma alternativa segura, de baixo custo e promissora na reabilitação pós-AVC.
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