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quarta-feira, setembro 16, 2026

Todos os bebês na Inglaterra passarão por mapeamento genético para detectar doenças raras

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O governo britânico anunciou um investimento robusto de 650 milhões de libras para ampliar o uso da tecnologia de sequenciamento genético em recém-nascidos. A meta é clara: identificar precocemente doenças raras e condições graves antes mesmo que os primeiros sintomas apareçam.

Atualmente, os bebês nascidos na Inglaterra realizam o tradicional “teste do pezinho”, que rastreia nove enfermidades, entre elas fibrose cística e algumas anomalias cardíacas. Agora, o plano é dar um passo além, implementando o sequenciamento completo do genoma de todos os recém-nascidos.

Segundo Wes Streeting, secretário de Saúde britânico, a proposta é transformar o Serviço Nacional de Saúde (NHS) de um sistema focado apenas em diagnóstico e tratamento para um modelo de prevenção e antecipação de doenças. A ideia é usar a genética para oferecer cuidados personalizados que evitem o desenvolvimento de quadros graves e, ao mesmo tempo, aliviar a sobrecarga dos hospitais.

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Essa iniciativa não surgiu do zero. No ano passado, o NHS iniciou um projeto-piloto envolvendo 100 mil bebês em 13 hospitais da Inglaterra. As amostras de DNA foram extraídas a partir de sangue do cordão umbilical, com o objetivo de detectar mais de 200 doenças genéticas que costumam se manifestar nos primeiros anos de vida. O estudo foi conduzido em parceria com a organização Genomics England.

Com os resultados iniciais considerados promissores, o governo decidiu ampliar o projeto para toda a rede pública de saúde. Além disso, o uso de ferramentas de inteligência artificial deve acelerar o processo de análise, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos.

O sequenciamento genético segue um processo detalhado: primeiro, o DNA é extraído da amostra de sangue, depois a informação genética é decodificada em pequenos fragmentos. Esses dados passam por um mapeamento, onde são comparados com sequências de referência para identificar possíveis alterações. Em seguida, especialistas em bioinformática filtram as variações para detectar aquelas que têm real impacto na saúde. Por fim, as descobertas são analisadas por cientistas do NHS, que, caso identifiquem algum risco, comunicam os médicos responsáveis pelo acompanhamento do paciente.

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A expectativa é que a nova estratégia permita intervenções médicas antes mesmo que os sintomas apareçam, oferecendo melhores prognósticos e mais qualidade de vida para milhares de crianças em todo o país.

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