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quarta-feira, setembro 16, 2026

China avança em tecnologia de chips cerebrais e desafia domínio dos EUA

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A China deu um passo importante na corrida global por tecnologias de interface cérebro-computador (ICC). Pesquisadores do Hospital Huashan da Universidade Fudan, em Xangai, realizaram o primeiro teste clínico em humanos de um chip cerebral totalmente invasivo. O procedimento foi feito em um paciente tetraplégico, que, após apenas três semanas de treinamento pós-cirúrgico, já consegue controlar dispositivos eletrônicos apenas com o pensamento.

“Agora posso operar o computador com a mente. Sinto como se pudesse me mover novamente”, declarou o paciente ao jornal estatal Global Times. Durante os testes, ele foi capaz de jogar xadrez, participar de jogos de corrida e interagir com diferentes aplicativos apenas por meio da atividade cerebral.

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China entra oficialmente na corrida dos chips cerebrais

Com esse ensaio, a China se torna o segundo país no mundo a realizar testes clínicos desse tipo, atrás apenas dos Estados Unidos, onde a empresa Neuralink, de Elon Musk, lidera pesquisas semelhantes.

O dispositivo implantado pelos cientistas chineses, desenvolvido pelo Centro de Excelência em Ciência do Cérebro e Tecnologia da Inteligência (CEBSIT), da Academia Chinesa de Ciências, é considerado um marco de miniaturização e flexibilidade.

Segundo a equipe, os eletrodos usados no chip têm uma espessura de apenas 1/5 a 1/7 da dos modelos da Neuralink, além de serem 100 vezes mais flexíveis. Isso reduz o risco de danos ao tecido cerebral e melhora a integração do equipamento ao corpo humano. O chip, com apenas 26 milímetros de diâmetro e menos de 6 milímetros de espessura — quase o tamanho de uma moeda —, é hoje o menor já implantado no mundo.

Além de registrar a atividade cerebral com alta densidade e alcance, o dispositivo permanece estável no organismo, sem infecções ou falhas desde a cirurgia, realizada em março de 2025.

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Governo chinês acelera a regulamentação da tecnologia

Para dar segurança jurídica e padronizar os próximos testes, a China estabeleceu novas diretrizes para serviços médicos envolvendo neurotecnologia. As regras foram divulgadas pela Administração Nacional de Segurança da Saúde pouco antes da cirurgia.

O próximo passo da equipe médica será treinar o paciente para operar um braço robótico, com o objetivo de permitir tarefas como segurar objetos. A longo prazo, os pesquisadores chineses querem explorar o uso da interface cerebral também em robôs inteligentes e cães robóticos, ampliando a autonomia de pessoas com deficiência motora.

Com esse avanço, a China reforça sua posição como uma forte concorrente dos Estados Unidos na corrida por tecnologias de interface cérebro-máquina, um campo que promete revolucionar tanto a medicina quanto a robótica assistiva.

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