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quarta-feira, setembro 16, 2026

Mauro Cid reclama de abandono político em áudio atribuído a perfil no Instagram

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O tenente-coronel Mauro Cid, que responde criminalmente no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado, voltou ao centro das atenções por conta de áudios que teriam sido enviados por ele por meio do Instagram. Nas gravações, Cid se queixa da falta de apoio político e menciona nomes de figuras da direita, como o senador Rogério Marinho (PL-RN).

As mensagens foram tornadas públicas pelo STF nesta segunda-feira (16), dias após a revista Veja divulgar prints de conversas atribuídas a um perfil chamado @gabrielar702. O interlocutor com quem o militar teria conversado não foi identificado.

Segundo o advogado Eduardo Kuntz, que defende um dos réus no processo, ele manteve contato com Cid pelo Instagram nos primeiros meses de 2024, período em que o ex-ajudante de ordens ainda estava proibido de acessar redes sociais por decisão judicial.

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Nos áudios, uma das queixas de Cid é a ausência de respaldo entre parlamentares da base bolsonarista: “Quem vai me apoiar? Rogério Marinho? Não vai. Os deputados e senadores de direita? Não vão. E quem vai me apoiar, o povo?”, disse.

O militar também fez comentários sobre o projeto de lei que propõe anistia para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Em tom de desabafo, citou a manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista e criticou o efeito político da mobilização: “Mais de um milhão de pessoas na Paulista, o que mudou? Nada, zero. Os ministros falaram que não vai ter anistia, o próprio Rodrigo Pacheco falou que não vai ter anistia, e aí? Nada”.

Durante depoimento recente ao STF, Cid negou ter acessado redes sociais enquanto estava sob medidas restritivas impostas pela Justiça. Questionado pelo advogado Celso Vilardi, defensor de Bolsonaro, se teria utilizado algum perfil não identificado em seu nome, Cid respondeu de forma hesitante: “Não. Todos os meus celulares foram apreendidos”.

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Ao ser confrontado com o nome do perfil @gabrielar702, o tenente-coronel alegou não saber se a conta pertencia a sua esposa. A defesa de Cid sustenta que as mensagens reveladas não são autênticas e questiona a veracidade do material divulgado.

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