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quarta-feira, setembro 16, 2026

NASA registra imagem rara de vulcão marciano que desponta acima das nuvens

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A sonda Mars Odyssey, da NASA, capturou uma impressionante imagem do topo do Arsia Mons, um vulcão colossal localizado próximo ao equador de Marte. Registrada em 2 de maio, logo após o nascer do Sol, a fotografia mostra o cume da formação vulcânica rompendo uma densa camada de nuvens, criando um cenário raro e fascinante no Planeta Vermelho.

Com mais de 20 km de altura e 450 km de diâmetro, Arsia Mons é quase duas vezes maior que o Mauna Loa, no Havaí, considerado o maior vulcão da Terra. A grandiosidade da estrutura impressiona até mesmo em escala planetária — não à toa, ele faz parte do grupo de três gigantes vulcânicos de Tharsis Montes, ao lado do também imponente Olympus Mons, o maior vulcão conhecido do Sistema Solar.

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Fenômeno atmosférico e desafio fotográfico

A altitude extrema de Arsia Mons faz com que seu topo esteja frequentemente envolto em nuvens. Essas formações ocorrem quando o ar rarefeito que sobe pelas encostas esfria rapidamente, condensando-se em névoa. Durante o afélio — período em que Marte está mais distante do Sol —, esse efeito se intensifica, tornando ainda mais difícil obter registros visuais claros do vulcão.

Por isso, a nova imagem da Mars Odyssey é considerada rara: além de revelar o vulcão emergindo entre as nuvens, ela foi tirada em um ângulo inédito, com o horizonte de Marte visível ao fundo — algo comparável ao que astronautas veem ao observar a Terra da Estação Espacial Internacional.

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Sinais de uma história geológica ativa

O alinhamento dos três vulcões de Tharsis, incluindo Arsia Mons, sugere que sua origem está relacionada a uma antiga fratura tectônica em Marte, que pode ter canalizado o magma e dado origem a essas formações colossais. O registro fotográfico reforça o interesse da comunidade científica em estudar a dinâmica vulcânica marciana, que pode ter desempenhado um papel crucial na evolução da atmosfera do planeta.

Com registros como este, a Mars Odyssey — em operação desde 2001 — segue contribuindo para a compreensão dos processos geológicos de Marte, ao mesmo tempo em que oferece imagens espetaculares do planeta vizinho.

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