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quarta-feira, setembro 16, 2026

Mudanças climáticas estão piorando alergias respiratórias no mundo, dizem estudos

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O aumento das alergias respiratórias, como asma e rinite alérgica, pode estar diretamente relacionado ao avanço das mudanças climáticas. A conclusão é de diferentes estudos científicos que apontam uma ligação entre o aquecimento global e o aumento da produção de pólen pelas plantas.

Esse tipo de pólen, estrutura reprodutiva masculina de muitas espécies vegetais, é um dos principais responsáveis por causar reações alérgicas em humanos. Com o aumento das temperaturas e a maior concentração de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, as plantas estão florescendo por períodos mais longos e liberando mais pólen no ar — o que pode agravar as crises alérgicas, especialmente em crianças e idosos.

Um artigo publicado na revista Frontiers in Allergy mostra que os períodos de liberação de pólen têm se tornado mais extensos em diversas regiões do planeta. Altas concentrações de CO₂, geradas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, também estimulam o crescimento acelerado de algumas espécies vegetais — e, com isso, mais pólen é produzido e liberado no ar.

Estudos científicos apoiam essa ligação. Um levantamento com dados entre 1981 e 2007 revelou que as estações de pólen estão mais longas para diversas plantas, resultado direto das alterações climáticas. Outro estudo, realizado na Coreia do Sul entre 1999 e 2008, identificou um aumento na internação de pacientes alérgicos em períodos com maior quantidade de pólen no ar — coincidindo com variações meteorológicas provocadas pelo aquecimento global.

Além disso, há indícios de que as mudanças climáticas possam até alterar a composição molecular do pólen, tornando-o mais agressivo ao sistema respiratório humano.

Com a elevação das temperaturas e o agravamento da crise climática, o cenário tende a se intensificar nos próximos anos, alertam especialistas. A recomendação é que medidas de mitigação climática e estratégias de saúde pública sejam ampliadas para enfrentar esse novo desafio de saúde global.

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