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quarta-feira, setembro 16, 2026

Nova inteligência artificial prevê risco de morte com alta precisão e levanta debate ético

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Uma equipe de pesquisadores da Dinamarca e dos Estados Unidos desenvolveu um modelo de inteligência artificial capaz de prever, com notável precisão, a probabilidade de morte de uma pessoa com base em padrões de vida. Batizada de life2vec, a ferramenta foi testada com dados reais de milhares de indivíduos e apresentou uma taxa de acerto de 78% ao identificar quem morreria nos anos seguintes.

O sistema foi elaborado a partir de informações detalhadas como nível educacional, condição financeira, histórico de saúde, local de residência e até a profissão dos participantes. A base de dados analisada abrangeu mais de seis milhões de pessoas entre 35 e 65 anos, cujas vidas foram acompanhadas ao longo de sete anos, de 2008 a 2015. Com isso, os cientistas puderam treinar o algoritmo para reconhecer padrões associados à longevidade — ou à falta dela.

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A precisão do life2vec supera em mais de 10 pontos percentuais os modelos tradicionais usados em estudos de saúde pública e demografia. Ainda assim, o avanço vem acompanhado de questionamentos éticos, especialmente sobre o possível uso indevido da tecnologia por seguradoras ou sistemas de saúde.

Segundo os pesquisadores, no entanto, o objetivo da ferramenta não é criar um “relógio da morte”, mas sim apoiar o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes. O foco está em prever riscos populacionais — como chances de insuficiência cardíaca, efeitos adversos de medicamentos e mortalidade hospitalar — com o intuito de antecipar intervenções e melhorar o planejamento de saúde coletiva.

A equipe liderada pelo professor Sune Lehmann, da Universidade Técnica da Dinamarca, esclarece que o modelo ainda está em estágio experimental e que há limitações, já que ele foi treinado exclusivamente com dados dinamarqueses. Por isso, sua precisão pode ser diferente ao ser aplicado em outras populações.

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Embora a ferramenta ainda não esteja disponível ao público, seu impacto já desperta interesse e apreensão. Para os cientistas, o uso ético da inteligência artificial será o verdadeiro divisor de águas entre o avanço tecnológico e os riscos de um futuro distópico.

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