Na manhã de segunda-feira (28), três países europeus foram surpreendidos por um apagão de grandes proporções. Espanha, Portugal e parte do sul da França enfrentaram interrupções simultâneas no fornecimento de energia elétrica, o que paralisou sistemas de transporte, afetou aeroportos, comprometeu o funcionamento de hospitais e causou caos no trânsito urbano.
O episódio, descrito como um dos mais amplos do tipo na Península Ibérica em anos, ainda intriga autoridades e especialistas. Apesar de especulações iniciais sobre causas incomuns – incluindo teorias não confirmadas sobre fenômenos atmosféricos – nenhuma explicação definitiva foi apresentada até o momento.
O fornecimento foi restabelecido ao longo do dia, mas a instabilidade nas redes e a falta de informações claras alimentaram uma série de boatos, entre eles a hipótese de um ciberataque, levantada por autoridades portuguesas. No entanto, representantes da rede elétrica espanhola e da gestora portuguesa REN descartaram até agora qualquer evidência de invasão digital.
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Em meio à confusão, uma suposta nota atribuída à REN circulou na imprensa internacional, afirmando que o colapso teria sido causado por “vibração atmosférica induzida”, um fenômeno que envolveria variações térmicas extremas. Posteriormente, a própria empresa negou ter divulgado essa explicação, classificando a alegação como falsa.
O que se sabe, até agora, é que o sistema português, que naquele momento importava energia da Espanha, foi afetado por uma oscilação de tensão registrada na rede espanhola. Isso acionou automaticamente os mecanismos de segurança das usinas, desligando-as por precaução e provocando o blecaute. A recuperação da rede foi iniciada por meio do protocolo de “black start”, ou seja, reinicialização das usinas sem apoio externo.
A vice-presidente da Comissão Europeia, Teresa Ribera, afirmou que a hipótese de ataque virtual não está descartada, mas que não há qualquer evidência técnica que a sustente até agora. A operadora espanhola também indicou que o desligamento foi completo – o chamado “zero elétrico” – mas reforçou que os sistemas não apresentaram sinais de violação.
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O caso será investigado pelo Tribunal Superior da Espanha, que abriu uma apuração para entender o que de fato provocou o incidente e se houve falha humana, sabotagem ou qualquer ação intencional. Por enquanto, o episódio permanece sem explicação conclusiva, reacendendo debates sobre a vulnerabilidade das redes energéticas interligadas na Europa.



