Um método extremo adotado pelo governo do estado de Vitória, na Austrália, tem causado comoção e críticas dentro e fora do país. Cerca de 700 coalas foram abatidos por atiradores de elite a bordo de helicópteros no Parque Nacional Budj Bim, após um incêndio de grandes proporções atingir 20% da área e comprometer o habitat desses animais.
As autoridades defendem que a medida foi necessária diante do sofrimento dos coalas feridos ou famintos, considerados sem chance de recuperação. A decisão, no entanto, reacendeu o debate sobre o uso de métodos letais para lidar com crises ambientais e o tratamento de espécies ameaçadas.
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O governo afirma ter seguido protocolos de bem-estar animal, que autorizam a eutanásia de coalas com queimaduras graves, infecções respiratórias, cegueira ou mutilações. Críticos, porém, argumentam que identificar essas condições com precisão, a partir do alto de um helicóptero, seria praticamente impossível.
Organizações de proteção animal, como a Koala Alliance, classificaram a ação como “cruel” e defenderam alternativas como a oferta de alimentos suplementares, especialmente folhas de eucalipto, base da dieta dos coalas. Segundo os ativistas, a decisão foi executada sem aviso público e sem diálogo com especialistas independentes.
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Em defesa do procedimento, o governo local alegou que outras opções, como a inspeção individual dos animais, foram descartadas por questões logísticas e de segurança, já que o fogo ainda representa riscos e os coalas geralmente se abrigam nas copas das árvores.
A medida divide opiniões e coloca novamente os desafios da conservação em evidência em um país que convive com incêndios recorrentes, perda de biodiversidade e pressões crescentes sobre a fauna nativa.
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