Diante do Hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está internado após passar por uma cirurgia intestinal, uma cena incomum chamou a atenção nesta quarta-feira (23): uma missa realizada ao ar livre, com discursos religiosos e tons de crítica social e política.
Quem conduziu a cerimônia foi o Padre Kelmon, conhecido por sua candidatura à presidência da República em 2022. Diante de apoiadores vestidos, em sua maioria, com camisetas verde e amarelo e palavras de ordem como “Anistia já”, o padre conduziu o momento de oração pedindo por saúde, fé e reflexão.
Ao longo da celebração, trechos da Bíblia foram lidos com forte apelo simbólico. Um dos mais marcantes, retirado do capítulo 32 do livro de Isaías, fala sobre a relação entre nobreza e corrupção. “Ninguém mais vai chamar de nobre ao corrupto nem ao ladrão de excelência”, dizia o trecho lido durante o ato.
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Apesar da menção ao tema da corrupção, Padre Kelmon preferiu concentrar sua fala em um chamado ao que chamou de “volta às raízes do Cristianismo”. “Nós precisamos corrigir nossa conduta, viver um cristianismo centrado em Cristo, com Ele no centro de nossas vidas”, afirmou o sacerdote, que também defendeu uma união entre os que compartilham a mesma visão para “resgatar a nação” e recuperar o que chamou de rumo perdido.
A missa teve momentos de cânticos acompanhados por violão, com orientação para que os presentes mantivessem o tom moderado, em respeito aos pacientes do hospital. Ainda assim, a emoção do padre foi evidente — mesmo sem microfone, sua voz se elevou em alguns momentos da homilia.
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O gesto reuniu fé e política em um cenário carregado de simbolismo, enquanto o ex-presidente segue em recuperação dentro da unidade hospitalar.
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