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quarta-feira, setembro 16, 2026

Rede financeira entre facções criminosas movimenta bilhões e cria estrutura clandestina com bancos digitais

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Uma megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro colocou em xeque um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro operado por facções criminosas. O esquema, segundo os investigadores, movimentou cerca de R$ 6 bilhões em apenas um ano e contou com a criação de uma rede paralela ao sistema financeiro, incluindo bancos digitais e empresas de fachada.

Batizada de Operação Contenção, a ação tem como foco o braço financeiro do Comando Vermelho (CV) e sua conexão direta com o Primeiro Comando da Capital (PCC), com atuação confirmada tanto no Rio quanto em municípios de São Paulo. No total, estão sendo cumpridos 46 mandados de busca e apreensão.

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De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso operava por meio de um esquema altamente profissionalizado e com aparência de legalidade. Para ocultar o dinheiro do tráfico de drogas, utilizavam fintechs, plataformas contábeis, intermediadoras de pagamento clandestinas e até mesmo bancos digitais criados de forma irregular, sem qualquer autorização do Banco Central.

O objetivo principal da operação é estrangular a base financeira que sustenta o crime organizado, interrompendo o fluxo de recursos usado na compra de armamentos e na disputa territorial em comunidades da zona oeste carioca. “Esses recursos também financiam as disputas por expansão territorial em comunidades da zona oeste do Rio”, destacou a polícia.

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A ofensiva é conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), com o reforço da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), além da colaboração da Polícia Civil de São Paulo. Trata-se do maior pedido de bloqueio patrimonial já feito pela corporação fluminense.

As investigações seguem em curso e novas fases da operação não estão descartadas.

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