Uma operação da Polícia de Segurança Pública de Portugal desarticulou uma rede de prostituição comandada por brasileiras em Lisboa. O grupo, segundo as autoridades locais, utilizava spas de fachada para promover atividades ilegais sob a aparência de serviços terapêuticos.
Entre as presas estão Regina Episcopo, conhecida no meio artístico como DJ Rebeka Episcopo, e Jacimara Berwig, apontadas como líderes do esquema. A investigação, batizada de “Last Massage”, levou mais de dois anos para reunir provas que confirmassem o uso dos espaços como pontos de exploração sexual.
Durante a ação, os policiais cumpriram 17 mandados de busca e apreensão e encontraram grande quantidade de dinheiro vivo – 107 mil euros – além de armamentos, equipamentos eletrônicos, dispositivos de segurança e até cheques com valores expressivos.
++ Filho de Bolsonaro propõe moção contra governo Lula em Balneário Camboriú
Em perfis nas redes sociais, os estabelecimentos eram promovidos como centros voltados ao bem-estar físico e mental, com promessas de “experiências sensoriais” e terapias alternativas. No entanto, as autoridades afirmam que os espaços funcionavam exclusivamente como locais destinados à prostituição.
A comissária Carina Alves, responsável pela condução do caso, explicou que os espaços investigados pertenciam às suspeitas e operavam com aparência legal para evitar suspeitas. “Foi um longo período de investigação até conseguirmos confirmar o caso. A rede de prostituição era difundida como spa até mesmo nas redes sociais”, disse.
++ Papa Francisco reaparece após internação longa e agradece orações dos fiéis no Vaticano
As brasileiras vão responder pelo crime de “lenocínio”, termo jurídico utilizado em Portugal para descrever a prática de facilitar, promover ou obter lucro por meio da prostituição alheia. O processo segue em curso, e ainda não há data definida para o julgamento.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



