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quarta-feira, setembro 16, 2026

Bolsonaro volta à Paulista e lidera ato por anistia aos presos do 8 de janeiro

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Milhares de pessoas atenderam ao chamado de Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (6) e lotaram a Avenida Paulista, em São Paulo, para uma manifestação marcada por discursos contra o Supremo Tribunal Federal (STF), críticas ao governo Lula e pedidos de anistia aos envolvidos na invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

O evento contou com a presença de sete governadores, incluindo Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Jorginho Mello (SC), além de parlamentares aliados, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também participou e fez um apelo por “anistia humanitária” para os condenados.

Segundo estimativa feita por um grupo da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Cebrap e a ONG More in Common, aproximadamente 44,9 mil pessoas estiveram presentes no ponto de maior concentração, por volta das 15h44. A medição foi feita com base em imagens aéreas e análise de inteligência artificial.

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Durante o ato, o ex-presidente afirmou que está sendo alvo de perseguição política e voltou a sugerir que houve interferência externa nas eleições de 2022. Ao mencionar a viagem que fez aos Estados Unidos no final do mandato, declarou que, se tivesse permanecido no Brasil, poderia estar “preso ou morto”.

Bolsonaro também defendeu o projeto em discussão na Câmara que prevê anistia para os condenados pelos atos de vandalismo, e criticou duramente o sistema de Justiça. Ele classificou sua inelegibilidade como uma tentativa de impedir sua volta à cena eleitoral e disse que “sem Bolsonaro em 2026, não há democracia”.

Entre os manifestantes, um símbolo ganhou destaque: batons — alguns infláveis — levados em referência à cabeleireira Débora Rodrigues, presa por escrever com batom na estátua “A Justiça”, em frente ao STF. Débora é ré por diversos crimes ligados aos atos golpistas e tem sido apontada como possível aposta do PL para disputar as eleições em 2026.

A manifestação também teve tom religioso, com abertura feita por uma oração da deputada Priscila Costa (PL-CE). Os discursos foram pautados pela defesa da liberdade de expressão e por críticas ao que os oradores chamaram de censura e autoritarismo judicial.

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Mesmo com o apelo nas ruas, uma pesquisa divulgada neste domingo pelo instituto Quaest revelou que a maioria dos brasileiros rejeita a proposta de anistiar os presos do 8 de janeiro. Segundo o levantamento, 56% são contrários à medida, enquanto 34% são favoráveis e 10% não souberam responder. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 27 e 31 de março.

O ex-presidente segue investigado por tentativa de golpe de Estado. No mês passado, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou Bolsonaro réu, junto com outros aliados. Eles agora enfrentam um processo que pode levá-los a penas de prisão, caso condenados.

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