Um protesto em Nova York terminou com a prisão de 98 manifestantes nesta quinta-feira (13), após um grupo liderado pela organização Jewish Voice for Peace ocupar o saguão da Trump Tower. O ato pedia a libertação de Mahmoud Khalil, estudante palestino detido por autoridades americanas e alvo de uma possível deportação.
Os manifestantes vestiam camisetas vermelhas com a frase “Não em nosso nome” e criticaram a prisão de Khalil, alegando que a medida seria uma tentativa do governo Donald Trump de silenciar vozes críticas à sua política externa. O grupo afirmou que continuará mobilizado e denunciou uma “criminalização dos palestinos e de quem defende seus direitos”.
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A polícia de Nova York interveio na manifestação e levou os detidos em ônibus da cidade. Enquanto eram retirados do local, os ativistas seguiram entoando palavras de ordem pedindo a libertação de Khalil e demonstrando apoio à causa palestina.
Mahmoud Khalil, que cursa pós-graduação na Universidade de Columbia e possui residência permanente nos Estados Unidos, foi detido por agentes de imigração no prédio onde mora. Ele foi levado para um centro de detenção na Louisiana, sem acusação formal, e teve sua permissão de residência revogada.
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O ex-presidente Donald Trump se pronunciou sobre o caso em suas redes sociais, classificando Khalil como um “estudante estrangeiro radical pró-Hamas” e mencionando que sua prisão seria parte de uma nova política contra atos considerados antissemitas.
No início da semana, um juiz suspendeu temporariamente a deportação de Khalil, decisão que trouxe alívio aos apoiadores do ativista. O caso segue sendo analisado pela Justiça americana.
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