O bom funcionamento do organismo depende de diversas vitaminas, e a B1, também conhecida como tiamina, desempenha um papel crucial na conversão dos alimentos em energia. Além disso, essa substância tem uma função importante na saúde cardiovascular e no sistema nervoso.
De acordo com especialistas, a vitamina B1 auxilia no metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas, permitindo que esses nutrientes sejam transformados em energia. Segundo o nutricionista Fernando Castro, o processo metabólico em que a tiamina está envolvida é fundamental para a produção de ATP, a principal fonte energética do corpo.
A nutricionista Marília Peres Gialluisi destaca que, além da geração de energia, a vitamina é essencial para o funcionamento do sistema nervoso, contribuindo para a transmissão de sinais entre os neurônios e a síntese de neurotransmissores.
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Deficiência pode causar fadiga e problemas neurológicos
A falta de vitamina B1 pode trazer consequências graves à saúde. O nutricionista Matheus Baroni alerta que a deficiência dessa substância pode causar fadiga, fraqueza, prejuízos cognitivos e impactos no sistema cardiovascular. Em quadros mais severos, pode levar à síndrome de Wernicke-Korsakoff, caracterizada por confusão mental, perda de equilíbrio e danos à memória.
Fatores como o consumo excessivo de álcool, dietas restritivas e condições como doença celíaca e doença de Crohn podem comprometer a absorção da vitamina. Segundo a nutricionista Marília Peres Gialluisi, gestantes e lactantes também devem ter atenção redobrada, pois a necessidade da substância aumenta nesses períodos.
Onde encontrar a vitamina B1 na alimentação?
Para manter bons níveis de tiamina no organismo, é essencial consumir alimentos ricos nessa vitamina. Entre as principais fontes estão:
- Carnes magras, especialmente suína e fígado bovino
- Peixes como atum e salmão
- Grãos integrais, como arroz integral, aveia e quinoa
- Leguminosas, como feijão, lentilha e ervilha
- Nozes e sementes, como castanha-do-pará e girassol
- Vegetais como aspargos, espinafre e couve-de-bruxelas
Por ser sensível ao calor, a tiamina pode sofrer perdas durante o cozimento. Para preservar a vitamina nos alimentos, especialistas recomendam métodos de preparo que minimizem o impacto da temperatura.
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Quem corre mais risco de deficiência?
Algumas pessoas estão mais propensas a desenvolver deficiência de vitamina B1 devido a fatores alimentares e metabólicos. Entre os grupos de risco estão indivíduos com dietas desbalanceadas, atletas com alto gasto energético, consumidores excessivos de álcool, diabéticos e idosos.
A realização de exames periódicos pode ajudar a identificar e corrigir deficiências nutricionais antes que causem problemas mais sérios. “O check-up regular é essencial para garantir o equilíbrio das vitaminas no organismo”, orienta a nutricionista Marília Gialluisi.
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