A cobertura de gelo marinho atingiu níveis alarmantes em fevereiro, registrando a menor extensão já observada para o mês, de acordo com dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia. A nova marca representa uma redução de cerca de 8% em relação à média histórica, configurando o terceiro mês consecutivo com recordes negativos.
Na Antártica, a situação também é preocupante. A extensão do gelo marinho foi 26% menor que a média para o período, chegando possivelmente ao seu nível mínimo anual no final do mês. Caso confirmado, esse seria o segundo menor índice já registrado por satélites.
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Além da redução da camada de gelo, as temperaturas no Ártico chamam a atenção dos especialistas. Em algumas regiões, os termômetros marcaram até 11°C acima da média. O fenômeno afeta diretamente o equilíbrio climático global, já que o gelo e a neve refletem a luz solar, enquanto a água exposta absorve mais calor, acelerando o aquecimento dos oceanos.
Globalmente, o mês de fevereiro foi 1,59°C mais quente do que a média da era pré-industrial, consolidando o trimestre dezembro-fevereiro como o segundo mais quente da história. Enquanto algumas regiões da Europa e da Ásia registraram temperaturas abaixo da média, áreas da América do Norte, América do Sul e Austrália tiveram aquecimento acima do esperado.
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Embora a influência do fenômeno La Niña pudesse amenizar o aumento das temperaturas globais, seu impacto foi menor do que o previsto, e sua atuação deve terminar em breve, segundo a Organização Meteorológica Mundial. No Círculo Polar Ártico, os termômetros ficaram 4°C acima da média entre 1991 e 2020, reforçando a tendência de aquecimento acelerado na região.
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