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quarta-feira, setembro 16, 2026

Jovem confunde sintomas de câncer com ansiedade

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A poucos dias do casamento, o britânico Ashley Robinson, de 35 anos, começou a sentir que algo não estava certo em seu corpo. O que parecia ser apenas nervosismo pré-cerimônia se revelou um diagnóstico devastador: câncer de intestino em estágio avançado.

Os primeiros sinais surgiram em maio do ano passado, quando ele percebeu sangue nas fezes. Preocupado, procurou atendimento médico, mas recebeu um parecer tranquilizador: os sintomas seriam apenas reflexo da ansiedade pelo casamento. No mês seguinte, a hemorragia se intensificou e o chef de cozinha voltou ao hospital, mas, novamente, os médicos minimizaram o caso, atribuindo-o a hemorroidas e descartando a possibilidade de câncer por conta da idade.

“Confiei no que os médicos disseram. Eles me garantiram que eu estava bem e que deveria apenas seguir com os preparativos para o casamento”, relata Ashley.

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A lua de mel mal havia terminado quando ele percebeu uma perda significativa de peso – quase 13 quilos em poucas semanas. Alarmada, sua esposa insistiu para que novas avaliações fossem feitas. Foi então que veio a confirmação: o câncer já estava em estágio 4 e havia se espalhado para outros órgãos.

O câncer de intestino, também chamado de colorretal, tem se tornado cada vez mais comum em adultos jovens. No Reino Unido, é o terceiro tipo de câncer mais diagnosticado, e sua incidência aumentou 50% nas últimas três décadas entre pessoas abaixo dos 50 anos. No Brasil, a doença é a segunda mais frequente entre homens e mulheres, e seus sintomas costumam ser discretos no início, dificultando um diagnóstico precoce. Entre os sinais de alerta estão:

  • Sangue nas fezes;
  • Dor abdominal persistente;
  • Alterações no ritmo intestinal sem explicação aparente;
  • Perda de peso acelerada;
  • Anemia e fadiga excessiva.

Com o diagnóstico confirmado, Ashley iniciou o tratamento com imunoterapia, que estimulou seu sistema imunológico a combater as células cancerígenas. Os resultados foram positivos: o tumor já regrediu em 90%.

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Apesar da melhora, o britânico lamenta o tempo perdido: “Se tivessem investigado melhor desde o início, eu poderia ter começado o tratamento antes que o câncer atingisse meu fígado. Conhecemos nosso corpo melhor do que ninguém. Se algo parece errado, insista”, alerta.

A história de Ashley serve como um alerta para a importância de não ignorar sintomas e de buscar segundas opiniões médicas quando necessário. O diagnóstico precoce pode ser a diferença entre a vida e a morte.

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