A empresa de tecnologia educacional Chegg entrou com uma ação judicial contra a Alphabet, controladora do Google, nos Estados Unidos, alegando que a ferramenta de inteligência artificial da gigante de buscas está prejudicando sua operação. O processo, apresentado na Califórnia, contesta o impacto do AI Overviews, recurso que resume informações diretamente na página do Google, reduzindo o tráfego para plataformas externas.
De acordo com a Chegg, que oferece suporte acadêmico e soluções para estudantes, a IA transforma o Google em um “mecanismo de resposta”, fornecendo informações diretamente aos usuários sem a necessidade de acessar fontes originais. A empresa argumenta que essa prática está comprometendo não apenas seus negócios, mas também a qualidade do aprendizado, já que os alunos estariam consumindo resumos automáticos em vez de materiais detalhados e verificados.
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A companhia revelou ainda que sua base de assinantes caiu para 6,6 milhões, uma redução de 14% em relação ao ano anterior, acompanhada por uma queda equivalente na receita. No comunicado que acompanha seus resultados financeiros, a Chegg classificou a prática do Google como “injusta, prejudicial e insustentável”.
O Google, por sua vez, nega as acusações e afirma que continuará se defendendo. Em declaração ao Financial Times, a empresa disse que as alegações “não têm mérito” e destacou que suas ferramentas baseadas em IA direcionam tráfego para um número ainda maior de sites na internet.
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O mercado de plataformas educacionais tem enfrentado desafios nos últimos anos, especialmente após a pandemia. Segundo dados da consultoria PitchBook, os investimentos no setor nos Estados Unidos caíram significativamente, passando de US$ 17,3 bilhões em 2021 para apenas US$ 3 bilhões em 2023.
Enquanto isso, outras gigantes da tecnologia vêm ampliando suas iniciativas na área. A OpenAI lançou o ChatGPT Edu, voltado para instituições de ensino, enquanto o próprio Google apresentou o LearnLM, modelo baseado no Gemini, que atua como tutor virtual para estudantes.
A disputa judicial entre Chegg e Google levanta um debate maior sobre o impacto da inteligência artificial no mercado digital e na maneira como as informações são distribuídas na internet.



