A Meta adotou uma abordagem rígida diante de funcionários que questionam mudanças internas. Em resposta a críticas sobre novas diretrizes da empresa, o diretor de tecnologia (CTO), Andrew Bosworth, foi categórico: aqueles que discordam das políticas devem considerar procurar outro emprego.
A declaração foi feita em um fórum interno da empresa, onde colaboradores expressaram insatisfação com decisões recentes, como alterações em políticas voltadas à comunidade LGBTQIA+ e a eliminação de programas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Além disso, funcionários criticaram a decisão da empresa de discutir tais mudanças em um podcast alinhado à extrema-direita, sem comunicação direta com a equipe.
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“Se sua visão é que todos precisam gostar de todas as políticas da empresa e, se não gostarem, devem vazar informações, então você deveria considerar trabalhar em outro lugar”, rebateu Bosworth.
A postura do executivo segue a filosofia de “discordar e se comprometer”, um conceito popularizado pelo fundador da Amazon, Jeff Bezos. A ideia original sugere que, mesmo sem consenso, uma decisão deve ser aceita e executada para evitar paralisação. No entanto, para muitos funcionários da Meta, a aplicação dessa mentalidade na empresa se transformou em um ultimato disfarçado.
Um colaborador retrucou que a justificativa dos vazamentos para limitar discussões internas era um verdadeiro “tapa na cara” da equipe. Bosworth, por sua vez, não hesitou em reforçar sua posição: “Você deveria pedir demissão se pensa assim, estou falando sério.”
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A polêmica evidencia um ambiente de crescente tensão dentro da Meta, especialmente após mudanças estruturais e cortes de investimento em iniciativas de inclusão. Além disso, a resposta dura da liderança reforça a percepção de que há um desincentivo para o debate interno, levando parte dos funcionários a questionar se ainda há espaço para diálogo dentro da companhia.
Com Mark Zuckerberg já admitindo que espera vazamentos para a imprensa sobre suas reuniões internas, a Meta caminha para uma cultura corporativa cada vez mais inflexível. O recado foi dado: discordar pode custar o emprego.



